FRAUDE MILIONÁRIA BLOQUEADA

Megaoperação interestadual bloqueia R$ 103 milhões de organização criminosa

Policiais em operação contra fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia, em uma ação conjunta inédita envolvendo diversas forças de segurança, obteve o bloqueio de R$ 103 milhões em ativos financeiros de uma organização criminosa, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A medida, determinada pela Justiça durante uma megaoperação interestadual, visa desarticular um esquema sofisticado de estelionato por fraude eletrônica e lavagem de capitais que lesava milhares de cidadãos, representando um golpe direto contra o patrimônio e a tranquilidade de famílias e indivíduos.

A Polícia Civil da Bahia, em uma ação conjunta inédita envolvendo diversas forças de segurança, obteve o bloqueio de R$ 103 milhões em ativos financeiros de uma organização criminosa, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A medida, determinada pela Justiça durante uma megaoperação interestadual, visa desarticular um esquema sofisticado de estelionato por fraude eletrônica e lavagem de capitais que lesava milhares de cidadãos, representando um golpe direto contra o patrimônio e a tranquilidade de famílias e indivíduos.

A ofensiva contou com a colaboração estratégica do CIBERLAB, Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos/DIOPI/SENASP, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e das Polícias Civis dos estados do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo, onde mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente.

Como o esquema de fraude operava

As investigações detalharam que a organização operava através de técnicas avançadas de engenharia social, explorando a confiança e o desconhecimento das vítimas:

  • O esquema iniciava-se com o envio de mensagens SMS falsas que alertavam sobre um suposto bloqueio de conta bancária, gerando pânico e urgência.
  • As mensagens continham links fraudulentos que direcionavam as vítimas a páginas espelho de instituições financeiras, projetadas para roubar dados.
  • Ao inserirem seus dados sensíveis, as contas bancárias eram imediatamente invadidas pelos criminosos, que realizavam transferências não autorizadas via PIX para contas controladas pelo grupo.

A intrincada rede de lavagem de dinheiro

Para ocultar a origem ilícita dos vultosos recursos e dar-lhes uma aparência de legalidade, a organização estruturou um complexo sistema de lavagem de dinheiro em múltiplos níveis, dificultando o rastreamento:

  • Contas de Passagem: Os valores eram rapidamente fragmentados e dispersos por uma vasta rede de “laranjas”, pulverizando o dinheiro para evitar a detecção.
  • Núcleo Familiar e Empresas de Fachada: Os Chefes do esquema utilizavam familiares próximos e empresas fictícias para reintegrar o dinheiro ao patrimônio da organização, disfarçando-o como investimentos legítimos ou bens adquiridos legalmente.

Os investigados poderão responder pelos crimes de Estelionato mediante Fraude Eletrônica, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. As penas para esses crimes, quando somadas e conforme a legislação vigente, podem ultrapassar 20 anos de reclusão, reforçando a seriedade das acusações e o compromisso das autoridades em combater o crime organizado.

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