LEGADO HISTÓRICO
Medicina chora morte de Silvano Raia, pioneiro em transplantes
Professor da FMUSP e membro da ANM, ele faleceu nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, aos 95 anos, por problemas pulmonares.
A medicina brasileira e mundial perdeu um de seus maiores ícones nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, com o falecimento do cirurgião Silvano Mário Attílio Raia, aos 95 anos. Pioneiro global no transplante de fígado com doador vivo, sua partida, decorrente de problemas pulmonares, encerra uma trajetória marcada pela inovação e por salvar incontáveis vidas, deixando um legado que transformou a cirurgia e a esperança de pacientes. Seu trabalho incansável abriu novos horizontes e solidificou o Brasil como referência na área.
Referência inquestionável em transplantes, Raia foi o primeiro a realizar com sucesso um transplante de fígado utilizando um doador vivo, e mais tarde expandiu essa técnica revolucionária para atender a crianças, oferecendo uma nova chance de vida a quem antes não tinha opções. Sua visão e coragem ultrapassaram os limites da época, concretizando o que muitos consideravam impossível.
Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Silvano Raia era também um respeitado membro da Academia Nacional de Medicina (ANM), instituição que confirmou seu falecimento ao Metrópoles. Ao longo de sua distinguished carreira, ele não apenas formou gerações de médicos, mas também liderou avanços científicos que ressoam até hoje.
Sua dedicação à saúde pública se estendeu para além da academia e do centro cirúrgico. Entre os anos de 1993 e 1995, Raia assumiu a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, onde aplicou sua expertise para melhorar o sistema de saúde da capital. Ele também chefiou a Unidade de Transplante do Hospital Israelita Albert Einstein, consolidando-o como um polo de excelência.
Além de sua vasta produção científica, Silvano Raia compartilhou sua jornada e conhecimentos em mais de 10 livros. Entre suas obras está "O Impossível é Apenas o Começo", um título que encapsula a filosofia de vida de um homem que desafiou as fronteiras da medicina e da possibilidade humana.
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) expressou profundo pesar pela perda do professor em nota enviada ao Metrópoles. A instituição homenageou Raia, destacando que "Sua atuação foi decisiva para a formação de gerações de médicos e para o avanço da ciência, sempre pautada pela inovação, pelo rigor acadêmico e pelo compromisso com a vida".
A nota da FMUSP finalizou: "Neste momento de tristeza, a FMUSP se solidariza com familiares, amigos, colegas, alunos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com o professor Silvano Raia, expressando sua mais profunda admiração e gratidão por seu legado inestimável à medicina e à sociedade brasileira". Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o local e a cerimônia de seu enterro.
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