DECISÃO DE CANDIDATURA

Marine Le Pen confirma candidatura à Presidência da França em 2027, apesar de condenação

Marine Le Pen, líder da extrema direita da França, em evento político.
Marine Le Pen, líder da extrema direita da França, após a divulgação dos resultados de boca de urna do segundo turno das eleições legislativas do país — Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters

Tribunal de Apelação de Paris reduziu pena de inelegibilidade. A líder da extrema direita francesa cumpriu parte da pena de prisão e poderá concorrer às eleições de abril de 2027.

Marine Le Pen, líder da extrema direita da França, confirmou nesta terça-feira, 07/07/2026, sua candidatura à eleição presidencial de 2027. A decisão ocorre apesar de uma condenação por desvio de recursos públicos, que inicialmente a impediria de concorrer. O motivo da sua viabilidade eleitoral reside na decisão do Tribunal de Apelação de Paris, que manteve a condenação, mas reduziu significativamente a pena de inelegibilidade, permitindo sua participação no pleito. Isso importa para o cenário político francês, pois define uma das principais candidatas em uma disputa acirrada.

A declaração foi feita pela própria Le Pen à emissora TF1, onde anunciou um recurso contra a sentença. Segundo ela, a medida suspenderá a aplicação da pena, possibilitando que faça campanha sem a tornozeleira eletrônica que lhe foi imposta por um ano. A política, de 57 anos, recuperou o direito de disputar a Presidência após a corte parisiense decidir pela redução do período de inelegibilidade para 45 meses, sendo 30 deles suspensos. Como Le Pen já cumpriu a maior parte dos 15 meses restantes da pena desde a condenação original proferida em 2025, ela está apta a se candidatar às eleições presidenciais francesas, marcadas para abril de 2027.

A condenação original, proferida em 2025, determinou três anos de prisão, com dois suspensos e um a ser cumprido em regime aberto com uso de tornozeleira eletrônica. Le Pen foi considerada culpada por desviar 1,4 milhão de euros do Parlamento Europeu. A acusação apontou que, entre 2004 e 2016, ela e outros membros de seu partido teriam utilizado verbas da União Europeia para financiar atividades partidárias na França, em vez de destiná-las a funções ligadas ao Parlamento Europeu. A manutenção da condenação, embora com pena reduzida, impacta a imagem da candidata perante o eleitorado, levantando debates sobre integridade e o uso de recursos públicos.

A sentença proferida em 2025 foi alvo de críticas por parte dos aliados de Le Pen, que a consideraram uma tentativa de interferência do Judiciário no processo democrático. Por outro lado, adversários políticos defenderam a aplicação da lei, argumentando que representantes eleitos devem ser submetidos à Justiça como qualquer cidadão. A possibilidade de candidatura, agora confirmada, reacende a discussão sobre a ética na política e a capacidade de indivíduos com históricos judiciais complexos de ocupar cargos de alta relevância.

Marine Le Pen, líder da extrema direita da França, após a divulgação dos resultados de boca de urna do segundo turno das eleições legislativas do país.
Marine Le Pen, líder da extrema direita da França, após a divulgação dos resultados de boca de urna do segundo turno das eleições legislativas do país — Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário