MEMÓRIA E JUSTIÇA
Lula sanciona lei da Covid e acusa Eduardo Bolsonaro de "fujão"
Presidente institui Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e cobra responsabilização pela gestão da pandemia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, um passo essencial para honrar as mais de 716 mil vidas perdidas no Brasil e assegurar que a tragédia sanitária não seja esquecida. O ato ocorreu nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, e foi marcado por um discurso contundente do presidente, que também criticou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, chamando-o de "fujão" por sua permanência nos Estados Unidos e por, segundo ele, "tentar pregar um golpe contra o Brasil".
A medida oficializa o dia 12 de março como data de homenagem, rememorando o registro da primeira morte por Covid-19 no país. Ao sancionar a lei, o presidente Lula reforçou a importância de manter viva a memória das vítimas e a busca por justiça, afirmando que a responsabilização dos envolvidos na gestão da crise é fundamental para a dignidade social.
Em seu discurso, o chefe do Executivo relembrou a postura do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem atribuiu "ignorância absoluta" sobre a pandemia, e criticou a falta de escuta aos especialistas da Saúde. Lula fez menção direta a uma entrevista de dezembro de 2020 de Bolsonaro, concedida ao canal de YouTube do próprio Eduardo Bolsonaro, onde o então presidente minimizava a doença e questionava a pressa pela vacina.
A acusação de "fujão" a Eduardo Bolsonaro refere-se à sua permanência nos Estados Unidos. O congressista deixou o Brasil em 2025 e não retornou, mesmo após ser convocado pela Câmara dos Deputados no contexto dos julgamentos sobre os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023.
Lula reiterou a necessidade de nomear e cobrar publicamente os culpados pela má gestão da crise sanitária. "Não podemos deixar passar, senão cai no esquecimento", declarou, mencionando médicos que receitavam cloroquina, líderes religiosos que disseminavam informações falsas sobre vacinas e os próprios ex-ministros da Saúde da gestão anterior. O presidente revelou que tem solicitado ao ministro Alexandre Padilha (PT) que entidades médicas instaurem processos por crime contra a humanidade contra Jair Bolsonaro e seus ex-ministros da Saúde, em uma clara busca por justiça e reparação.
Assista ao evento na íntegra:
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