ADEUS À TAXA

Lula (PT) assina MP e zera imposto de importação até US$ 50

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Reprodução/Shein

Decisão anunciada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, reaquece e-commerce internacional para pessoas físicas.

O governo brasileiro decidiu acabar com a cobrança extra sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como 'taxa das blusinhas'. A medida, que devolve o alívio financeiro a milhões de consumidores, foi formalizada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, como uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após receber o aval do Ministério da Fazenda. Esta decisão impacta diretamente o bolso dos brasileiros, permitindo o retorno das compras online em plataformas estrangeiras sem o peso adicional dos tributos federais.

É fundamental salientar que a isenção se aplica exclusivamente a tributos federais para compras realizadas por pessoas físicas. Contudo, os valores estaduais referentes ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) permanecem incidentes no ato da comercialização. A Medida Provisória entra em vigor imediatamente, mas ainda necessita de aprovação do Congresso Nacional para se tornar lei definitiva, garantindo, por enquanto, que o preço máximo da compra — US$ 50 — equivalente a aproximadamente R$ 245, não sofra a incidência de taxas federais adicionais.

Para aqueles que desejam aproveitar esta nova fase, a seguir, listamos quatro grandes e-commerces onde é possível fazer compras internacionais sem a incidência da antiga 'taxa das blusinhas':

Shein

Amada por milhões de consumidores online, a Shein pode, finalmente, reassumir seu lugar como uma das plataformas preferidas dos brasileiros. Em seu website, uma vasta gama de produtos de diversas lojas globais está disponível. Entre os itens mais procurados, destacam-se acessórios, peças de roupa, decorações para casa e sapatos. Além de renovar o guarda-roupa, os usuários podem explorar a extensa linha de maquiagens da SheGlam. Os preços dos produtos geralmente variam entre R$ 10 e R$ 300, oferecendo opções para diferentes orçamentos.

Cider

Com uma proposta semelhante à da Shein, a Cider também enfrentou uma redução em sua base de compradores durante o período de vigência da 'taxa das blusinhas'. Diferentemente da moda mais leve do e-commerce anterior, a Cider, uma marca de fast fashion, foca em peças com tecidos mais encorpados e uma estética inspirada em tendências europeias. Com uma seção dedicada a promoções, a loja virtual concentra-se em acessórios, vestuário e calçados. Os valores dos artigos geralmente oscilam entre R$ 60 e R$ 300, com coleções que se renovam a cada estação.

Shopee

Embora se destaque por decorações, itens úteis para o dia a dia e uma variedade de dispositivos eletrônicos, o objetivo central da Shopee não é apenas o comércio de produtos a preços baixos. A plataforma também oferece maquiagens, óculos de sol e diversas peças de vestuário, incluindo roupas com estampas dedicadas a celebridades ou esportes. Nos últimos anos, com a queda das compras internacionais devido à taxação extra, a empresa fortaleceu sua base no Brasil. No site, os preços costumam variar entre R$ 5 e R$ 350.

AliExpress

Um dos pioneiros no mercado digital, o AliExpress oferece uma vasta gama de produtos de massa, produzidos em larga escala principalmente em países da Ásia. Em seu portal, consumidores encontram desde roupas e toalhas até objetos para casa e eletrônicos, como relógios, aquecedores, tablets e air fryers. Os valores começam em R$ 5,99 e podem atingir cerca de R$ 400.

*Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil

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