DECISÃO ESTRATÉGICA

Lula: Petrobras deve priorizar o Brasil, não apenas seus interesses

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando em um evento oficial.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em evento.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende que a estatal, mesmo com custos maiores, deve focar no desenvolvimento nacional e geração de empregos, criticando privatizações.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determinou que a Petrobras adote uma postura de priorizar os interesses do Brasil em suas decisões, e não apenas os da empresa. A diretriz foi comunicada nesta quarta-feira, 27/05/2026, durante cerimônia de anúncio de investimentos da estatal no Amazonas.

Lula explicou que, mesmo que algumas operações apresentem um custo maior para a Petrobras, o foco deve ser o que beneficia o país. Ele usou como exemplo hipotético a construção de barcaças para transporte de carga fluvial. Segundo o presidente, um diretor focado exclusivamente nos lucros da empresa poderia questionar o investimento, que seria cerca de US$ 10 milhões mais caro do que a compra na China.

"Para que construir barcaça lá no Amazonas? Vai custar US$ 10 milhões mais caro que comprar na China?", ilustrou Lula, ao defender que a Petrobras deve pensar no Brasil, pois é o país que é dono dela, e não o contrário. "Ela tem que pensar que temos que utilizar o potencial de uma empresa do porte dela", ressaltou.

O presidente da República ainda frisou que o governo não "manda" na Petrobras, mas sim discute as prioridades nacionais em conjunto com a estatal. Ele enfatizou a importância de considerar as necessidades do Brasil, como a geração de empregos e o desenvolvimento de conhecimento tecnológico, exemplificado pela produção local de barcaças.

Em seu pronunciamento, Lula também criticou a privatização de empresas estatais. Ele classificou a desestatização da Eletrobras, realizada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, como "o maior roubo da história desse país". O presidente questionou o que o Brasil teria ganhado com a privatização da BR e criticou a narrativa de que estatais são menos eficientes ou mais corruptas.

"A privatização da Eletrobras foi o maior roubo da história desse país. A maior empresa de energia que a gente tinha foi vendida na bacia das almas", concluiu.

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