NEGOCIAÇÃO PARA PAZ

Lula percebe disposição de Zelensky para negociar fim da guerra na Ucrânia

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva falando em uma coletiva de imprensa.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em coletiva de imprensa após reunião com Volodymir Zelensky em Genebra.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou encontro em Genebra, destacando a vontade do líder ucraniano em buscar um cessar-fogo e uma solução diplomática para o conflito. Lula se comprometeu a dialogar com membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Em Genebra, nesta quarta-feira, 17/06/2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou impressões positivas sobre sua reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky. A conversa, que durou cerca de 40 minutos, foi descrita pelo líder brasileiro como a "melhor conversa que já tiveram". Lula expressou que, pela primeira vez, sentiu em Zelensky uma forte disposição para encontrar um caminho para o fim do conflito.

O presidente brasileiro reiterou sua visão de que a guerra na Ucrânia já se estendeu por tempo demais e que todos os envolvidos conhecem a situação. "Eu acho que foi uma reunião importante. Pela primeira vez, eu senti o Zelensky com muita disposição de encontrar uma solução e, naquilo que eu puder ajudar, vou ajudar", declarou Lula.

Lula apontou que a resolução do conflito na Ucrânia depende dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Segundo ele, esses países detêm o poder de veto e a capacidade de decidir sobre a paz ou a guerra. Ele compartilhou que, em conversas anteriores, não percebia interesse em negociações por parte de Zelensky, Putin ou Xi Jinping, mas que agora o cenário mudou.

"Agora, o Zelensky quer a paz e está dizendo que quer um cessar-fogo sem colocar nenhum pedido extra, quer paz para poder discutir a paz. Eu acho justo", detalhou o presidente brasileiro, reforçando o compromisso de se empenhar em ajudar a alcançar uma solução pacífica.

Como resultado do encontro, Lula comprometeu-se a contatar novamente os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para discutir a paz na Ucrânia. "Somente eles podem dar. No que eu puder ajudar, eu vou ajudar", reafirmou.

A agenda do presidente brasileiro na Europa incluiu a participação na Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Após o evento, Lula dirigiu-se a Genebra, onde concedeu a coletiva de imprensa.

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