COMBATE AO CRIME

Lula lança ofensiva contra o crime organizado e promete retomar o Brasil

Presidente Lula discursa durante lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado no Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Iniciativa de R$ 11,1 bilhões para asfixiar facções e fortalecer presídios. Futuro do financiamento depende de PEC no Senado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma iniciativa audaciosa para retomar o controle do território nacional e devolver a segurança e a dignidade ao povo brasileiro. Com a enfática declaração de que “as organizações criminosas em pouco tempo não serão mais donas de nenhum território” no Brasil, o governo federal sinaliza uma ofensiva robusta contra o crime organizado, que há tempos afeta a paz social e a estabilidade do país.

Lula enfatizou que a ação vai muito além das periferias, mirando as cúpulas do crime que se escondem “no andar de cima, de gravata, tomando uísque”. Ele apontou que o crime organizado não se restringe às favelas, mas permeia diversos setores da sociedade, incluindo o Congresso Nacional e o Poder Judiciário. Essa percepção expande o foco da segurança pública, buscando desmantelar redes complexas que corroem as instituições e a vida em comunidade.

O presidente ressaltou a importância de uma atuação conjunta do governo federal com os Estados, diferentemente do passado centralizador. “A gente não quer atropelar o governador. Tem que trabalhar junto”, afirmou, citando a PEC da Segurança Pública como exemplo de colaboração multilateral. Essa abordagem visa a construir um pacto nacional que fortaleça a capacidade dos entes federativos no combate à criminalidade, essenciais para a restauração da confiança da população nas forças de segurança e no Estado.

O programa mobiliza R$ 11,1 bilhões, distribuídos em quatro eixos estratégicos: aprimoramento de presídios de segurança máxima em 138 unidades, asfixia financeira do crime organizado, fortalecimento da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas. Adicionalmente, R$ 10 bilhões poderão ser liberados via BNDES para Estados e municípios que aderirem ao plano. No entanto, a sustentabilidade financeira da iniciativa, sem um prazo de encerramento definido, depende da aprovação da PEC da Segurança Pública, que permanece paralisada no Senado desde março. Esse aspecto introduz uma camada de incerteza sobre a perenidade do programa, mostrando que a luta contra o crime é contínua e requer apoio legislativo sólido.

A cerimônia de lançamento contou com a presença de diversas autoridades, que sublinham o caráter institucional e multisetorial da iniciativa:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — presidente da República;
  • Geraldo Alckmin (PSB-SP) — vice-presidente;
  • Paulo Gonet (PGR) — procurador-geral da República;
  • Hugo Motta (Republicanos-PB) — presidente da Câmara;
  • Wellington César Lima (Ministério da Justiça) — ministro da Justiça;
  • Pedro Maia (CNPG) — presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais;
  • Jean Francisco Bezerra Nunes (Consesp) — presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública;
  • André de Albuquerque Garcia (Senappen) — secretário de Políticas Penais;
  • Francisco Lucas Costa Veloso (Senasp) — secretário nacional de Segurança Pública;
  • William Morais (PF) — diretor-geral substituto da Polícia Federal;
  • Alexandre Silveira (PSD-MG) — ministro de Minas e Energia;
  • João Paulo Capobianco (MMA) — ministro do Meio Ambiente;
  • Margareth Menezes (MinC) — ministra da Cultura;
  • Frederico Siqueira (Ministério das Comunicações) — ministro das Comunicações;
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR) — deputada e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais;
  • Sidônio Palmeira (Secom) — ministro da Secretaria de Comunicação Social;
  • Chico Lucas — secretário de Segurança Pública.

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