COBRANÇA PESADA
Lula eleva tom contra Enel e acusa empresa de não cumprir promessas
Críticas surgem enquanto Enel enfrenta processo de caducidade em São Paulo, afetando milhões de consumidores. Setor elétrico projeta R$ 130 bilhões em investimentos até 2030.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a Enel nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, ao acusar publicamente a empresa de não cumprir as promessas de investimento e melhoria de serviços no Brasil. A forte crítica, proferida durante o evento Sente a Energia, ressoa em um momento crucial: a concessionária, responsável pelo fornecimento de energia a milhões de brasileiros, já enfrenta um processo de caducidade em São Paulo, decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que pode culminar na perda da concessão e na reestruturação do serviço à população.
Lula não poupou palavras ao se referir à Enel, descrevendo-a como uma "empresa italiana" que "não cumpriu nada" do que havia sido acordado não apenas com o governo federal, mas também com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. A declaração ocorre no contexto do anúncio de renovação de 16 concessões de energia elétrica, com uma projeção de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030 – um montante vital para a infraestrutura do país e para a qualidade da energia que chega às casas dos cidadãos.
A situação em São Paulo exemplifica a tensão. A concessão da Enel na capital paulista e em outras cidades do estado está sob análise para caducidade, um procedimento aberto após a avaliação técnica da Aneel. Caso se confirme, essa medida extrema visa garantir a eficiência e a segurança do serviço energético, impactando diretamente a vida e o cotidiano de milhões de consumidores que dependem de um fornecimento estável e de qualidade.
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