DIPLOMACIA GLOBAL
Lula e Trump debatem nome de Bachelet para ONU
Encontro nesta quinta-feira, 07 de maio, definirá apoio crucial dos EUA à ex-presidente chilena. Candidato final será escolhido até dezembro.
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump vão discutir a candidatura de Michelle Bachelet para a chefia das Nações Unidas (ONU) durante um encontro crucial nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, nos Estados Unidos. A reunião é vista como um passo estratégico para o Brasil e o México articularem apoio à ex-presidente chilena, cuja nomeação depende fundamentalmente da aprovação de membros permanentes do Conselho de Segurança, como os EUA, que detêm poder de veto.
A possibilidade de uma mulher, como Michelle Bachelet, assumir pela primeira vez na história o posto de secretária-geral da ONU representa um marco para a igualdade de gênero e para a própria representatividade da organização no cenário global. A articulação brasileira, em parceria com o México, busca romper com uma tradição de homens no cargo desde a fundação das Nações Unidas, um esforço que ressoa na luta por maior diversidade e inclusão em posições de liderança mundial.
Tratar o tema com o presidente dos Estados Unidos é visto como um passo fundamental no complexo processo de articulação internacional. O país, assim como China, França, Reino Unido e Rússia – os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança – pode usar seu poder de veto para barrar qualquer candidatura, impedindo que ela avance no processo de eleição.
A indicação de Michelle Bachelet é meticulosamente costurada pelo Brasil em parceria com o México. Inicialmente, o nome da ex-presidente chilena integrava uma colaboração que também envolvia o Chile. No entanto, o cenário mudou com a alteração do governo chileno. Assim que assumiu o Palácio de La Moneda, Jose Antonio Kast retirou o apoio oficial do Chile à candidata que mantém laços próximos com Lula.
Os outros candidatos ao cargo na ONU
Além de Bachelet, outros três nomes renomados disputam o secretariado-geral das Nações Unidas. São eles:
- Rafael Mariano Grossi, diplomata argentino e atual diretor da Agência de Energia Atômica;
- Macky Sall, presidente do Senegal;
- Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica.
O processo de escolha na ONU
O processo para a escolha do próximo secretário-geral da ONU está em andamento, e a organização deve chegar a uma decisão nos próximos meses. O cargo ficará vago no fim de dezembro de 2026, quando o diplomata português António Guterres encerra seu mandato, iniciado em 2017.
A escolha do próximo secretário-geral da ONU é um complexo jogo diplomático. A decisão final cabe à Assembleia Geral, composta pelos 193 países-membros, mas apenas após a recomendação do Conselho de Segurança, conforme estabelece a Carta da ONU. Isso significa que o candidato deve, primeiro, obter o aval dos 15 membros do Conselho, incluindo os cinco permanentes com poder de veto, antes de ser submetido ao crivo da Assembleia Geral.
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