CENÁRIO ELEITORAL
Lula e Flávio Bolsonaro: veja onde a rejeição é maior, segundo Quaest
Pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, analisa o sentimento dos eleitores em 10 estados.
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, revelou um panorama detalhado da rejeição a potenciais candidatos à Presidência da República, como Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, em dez estados brasileiros. O levantamento oferece insights cruciais sobre o sentimento eleitoral, mostrando onde cada figura política enfrenta seus maiores desafios e indicando a complexidade do cenário político nacional antes das próximas eleições.
O estudo, que ouviu 11.646 pessoas entre os dias 21 e 28 de abril de 2026, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta os maiores índices de rejeição no Paraná (68%), em Goiás (66%), no Rio Grande do Sul (63%) e em São Paulo (63%). Para milhões de eleitores nessas regiões, o voto em Lula é visto como inviável, um dado que sublinha a necessidade de estratégias diferenciadas para reconquistar a confiança local.
Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra sua maior rejeição em Pernambuco (63%), na Bahia (63%), no Ceará (57%) e em Minas Gerais (57%). Esses números refletem a percepção e as expectativas dos eleitores em cada estado, evidenciando as barreiras que o pré-candidato precisa transpor para ampliar seu apoio em redutos de oposição ou de identidades políticas distintas.
Conhecimento e Rejeição: Outros Nomes em Destaque
A pesquisa da Quaest não se limitou a Lula e Flávio Bolsonaro. O levantamento também avaliou o nível de conhecimento e a rejeição de outros possíveis candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante). Os dados apontam para uma concentração geográfica do conhecimento de alguns desses nomes, o que pode ser um fator decisivo em uma eleição presidencial.
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, é conhecido por 91% dos entrevistados em seu estado natal. Contudo, 53% dos mineiros afirmam conhecê-lo, mas não votariam. Esse contraste revela que a notoriedade nem sempre se traduz em aceitação eleitoral, um desafio comum para figuras que buscam projeção nacional.
Similarmente, Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, é amplamente conhecido por 94% dos eleitores goianos, mas é desconhecido por uma maioria que varia de 54% a 73% nos demais estados. Diferente de Zema, Caiado desfruta de uma alta aprovação em Goiás, com 76% dos entrevistados indicando que votariam nele, um sinal de sua força regional.
Cabo Daciolo (Mobiliza) é outro nome com reconhecimento regional. Em 9 dos 10 estados pesquisados, ele é amplamente desconhecido, com a exceção notável do Rio de Janeiro, onde 50% dos entrevistados o conhecem. No entanto, 40% dos cariocas que o conhecem afirmam não votar nele, o que sugere uma base de apoio limitada mesmo em seu reduto mais forte.
Já Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) enfrentam um desafio ainda maior de projeção nacional, com níveis de desconhecimento que variam entre 76% e 85% para Santos, e entre 68% e 87% para Cury. Esses números sublinham a importância da visibilidade e do engajamento com o eleitorado para construir uma candidatura presidencial competitiva.
A margem de erro da pesquisa Quaest é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos em São Paulo e de 3 pontos percentuais nos demais estados, com um nível de confiança de 95%. Tais dados são vitais para compreender as nuances do eleitorado e as expectativas da população em relação aos seus futuros representantes, impactando diretamente o debate público e as estratégias políticas.
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