CORRIDA ELEITORAL DEFINITIVA
Lula e Flávio Bolsonaro correm contra o tempo para fechar palanques estaduais
Em plena contagem regressiva para as convenções, os pré-candidatos ao Palácio do Planalto tentam superar impasses decisivos em estados-chave para a eleição.
Os principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), intensificaram as negociações para consolidar alianças regionais essenciais à viabilidade de suas chapas. Neste domingo, 12/07/2026, a corrida por apoios estaduais reflete a urgência do calendário eleitoral, já que a montagem dos palanques é um pilar estratégico para impulsionar o voto nacional.
O desafio dos prazos
O período oficial para as convenções partidárias está fixado entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026, fase em que as legendas deliberam sobre seus nomes. Após essa etapa, o prazo fatal para o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto de 2026. A definição desses arranjos é definitiva para a estruturação das campanhas, não cabendo mais alterações após a formalização dos registros.
Vantagem petista e o nó mineiro
Atualmente, o Partido dos Trabalhadores (PT) apresenta maior estabilidade nas articulações. Recentemente, Lula assegurou o apoio ao PSD em Tocantins, com a pré-candidatura de Laurez Moreira, e avançou em Goiás, onde deve caminhar com Adriana Accorsi (PT). Apesar do êxito em diversas unidades da Federação, Minas Gerais permanece como o principal entrave para a sigla. Após a negativa do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) e a resistência da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) em abandonar sua postulação ao Senado, o PT mineiro debate internamente os nomes dos deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes.
As incertezas do PL
O cenário para Flávio Bolsonaro é mais complexo, com indefinições latentes em Amapá, Pernambuco, Alagoas, Maranhão e Minas Gerais. No Espírito Santo, contudo, a situação caminha para um desfecho positivo com o apoio ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Paralelamente, o PL enfrenta tensões internas no Ceará, onde a cúpula do partido mantém o apoio a Ciro Gomes (PSDB), decisão que gerou divergências públicas com Michelle Bolsonaro.
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