SOBERANIA E RECURSOS

Lula classifica como "traidores da pátria" quem deseja entregar terras-raras

Luiz Inácio Lula da Silva discursando sobre soberania nacional em propaganda eleitoral
Luiz Inácio Lula da Silva em cena de propaganda eleitoral exibida na televisão — Reprodução/YouTube

Campanha defende que o Brasil deve refinar e industrializar minerais para gerar empregos qualificados, em vez de exportar matéria-prima bruta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, classificou como “traidores da pátria” os agentes políticos que defendem a entrega das reservas brasileiras de terras-raras a interesses estrangeiros. A declaração foi transmitida na terça-feira (01/09/2026), durante o programa eleitoral intitulado "O Brasil Pronto Pra Mais", com foco central na soberania nacional e na exploração estratégica de recursos minerais.

"Tem gente lá fora de olho e tem gente aqui dentro pronta para entregar tudo de bandeja. São os verdadeiros traidores da pátria", afirmou o candidato. Para o petista, a gestão desses recursos, que ele classifica como "o ouro do século 21", deve ser voltada para a criação de uma cadeia produtiva local, evitando o modelo de exportação de insumos brutos.

A estratégia proposta pela campanha para o futuro mandato prevê que o refino e a industrialização dos minerais sejam realizados em solo nacional. O objetivo central é transformar o potencial geológico em postos de trabalho de alta qualificação, voltados para as áreas de engenharia, ciência e tecnologia. "Desta vez nós não vamos exportar pedra para depois comprar tecnologia. Vamos refinar aqui, industrializar aqui, gerar emprego qualificado", destacou Lula.

A propaganda destacou o papel fundamental das terras-raras na fabricação de itens de alta tecnologia, como baterias para veículos elétricos, satélites, turbinas de geração de energia e componentes de celulares. Segundo a campanha, a exploração do lítio, níquel, berílio e nióbio deve ser acompanhada por um projeto de desenvolvimento tecnológico nacional, revertendo a riqueza diretamente para o povo brasileiro.

Para sustentar a industrialização, o programa eleitoral associou a pauta mineral a investimentos em educação e qualificação profissional, citando programas como o Pé-de-Meia, a expansão de institutos federais e o fortalecimento das universidades como pilares para garantir a autonomia do país na tomada de decisões.

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