BRASIL GANHA STATUS

Lula afirma que Brasil vive o auge de sua respeitabilidade internacional

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em evento com ministros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura Margareth Menezes e outros membros do governo durante o lançamento da Tela Brasil.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o reconhecimento global do país no lançamento da Tela Brasil, comparando-o à superação do "complexo de vira-lata" pela elite brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste sábado, 30 de maio de 2026, que o Brasil atravessa o ápice de sua respeitabilidade e reconhecimento internacional. A afirmação foi feita durante o evento de lançamento da Tela Brasil, realizado no Rio de Janeiro.

Em seu discurso, Lula ressaltou a importância da cultura nacional e a necessidade de os brasileiros valorizarem suas produções. Ele comparou o atual prestígio global do país à superação do chamado “complexo de vira-lata”, uma percepção histórica, segundo ele, da elite brasileira de que o que vem de fora é superior. "O Brasil é tratado com respeito hoje porque nós jogamos fora o complexo de vira-lata que a elite brasileira teve durante séculos, de que tudo de fora era melhor do que tudo aqui de dentro", disse o presidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura Margareth Menezes, o secretário-executivo do Ministério da Cultura Márcio Tavares, a presidente da EBC Antonia Pellegrino e a secretária do Audiovisual Joelma Gonzaga durante o lançamento da Tela Brasil, no Rio2C, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, neste sábado (30.mai.2026)

A fala sobre o prestígio internacional se insere em um contexto de defesa da identidade e soberania nacional. Como exemplo, Lula mencionou a força da produção cinematográfica americana, mesmo após reveses como a Guerra do Vietnã, argumentando que a narrativa pode moldar percepções. O presidente também defendeu que a esquerda retome o uso do verde e amarelo, cores que foram associadas a Jair Bolsonaro (PL).

Essa tese sobre soberania tem sido um pilar do discurso de Lula desde seu retorno ao poder em 2023, contrastando seu governo com a gestão de Jair Bolsonaro (PL), criticada por uma postura de subserviência aos Estados Unidos. Lula já declarou anteriormente que "não abaixou a cabeça" para o ex-presidente Donald Trump, enfatizando a importância de manter a dignidade, especialmente para os mais vulneráveis.

A relação com os Estados Unidos ganhou nova dimensão recentemente, quando o governo americano classificou o CV e o PCC como organizações terroristas, uma decisão que o governo Lula rejeitou, alertando para os riscos à soberania nacional. Em uma demonstração de posicionamento internacional, Lula citou sua participação na Feira de Hannover, na Alemanha, onde comparou o biocombustível brasileiro ao europeu, evidenciando que o biodiesel brasileiro emite 67% menos CO2.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário