BRASIL GANHA STATUS
Lula afirma que Brasil vive o auge de sua respeitabilidade internacional
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o reconhecimento global do país no lançamento da Tela Brasil, comparando-o à superação do "complexo de vira-lata" pela elite brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste sábado, 30 de maio de 2026, que o Brasil atravessa o ápice de sua respeitabilidade e reconhecimento internacional. A afirmação foi feita durante o evento de lançamento da Tela Brasil, realizado no Rio de Janeiro.
Em seu discurso, Lula ressaltou a importância da cultura nacional e a necessidade de os brasileiros valorizarem suas produções. Ele comparou o atual prestígio global do país à superação do chamado “complexo de vira-lata”, uma percepção histórica, segundo ele, da elite brasileira de que o que vem de fora é superior. "O Brasil é tratado com respeito hoje porque nós jogamos fora o complexo de vira-lata que a elite brasileira teve durante séculos, de que tudo de fora era melhor do que tudo aqui de dentro", disse o presidente.

A fala sobre o prestígio internacional se insere em um contexto de defesa da identidade e soberania nacional. Como exemplo, Lula mencionou a força da produção cinematográfica americana, mesmo após reveses como a Guerra do Vietnã, argumentando que a narrativa pode moldar percepções. O presidente também defendeu que a esquerda retome o uso do verde e amarelo, cores que foram associadas a Jair Bolsonaro (PL).
Essa tese sobre soberania tem sido um pilar do discurso de Lula desde seu retorno ao poder em 2023, contrastando seu governo com a gestão de Jair Bolsonaro (PL), criticada por uma postura de subserviência aos Estados Unidos. Lula já declarou anteriormente que "não abaixou a cabeça" para o ex-presidente Donald Trump, enfatizando a importância de manter a dignidade, especialmente para os mais vulneráveis.
A relação com os Estados Unidos ganhou nova dimensão recentemente, quando o governo americano classificou o CV e o PCC como organizações terroristas, uma decisão que o governo Lula rejeitou, alertando para os riscos à soberania nacional. Em uma demonstração de posicionamento internacional, Lula citou sua participação na Feira de Hannover, na Alemanha, onde comparou o biocombustível brasileiro ao europeu, evidenciando que o biodiesel brasileiro emite 67% menos CO2.
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