TRAGÉDIA CLIMÁTICA

Lucas Ribeiro decreta calamidade na Paraíba por chuvas

Cena de resgate durante inundações na Paraíba, com equipes de Defesa Civil e pessoas sendo auxiliadas.
Equipes de resgate atuam em áreas afetadas pelas fortes chuvas na Paraíba.

Mais de 16 mil pessoas afetadas e 2 óbitos. Abastecimento de água comprometido até 04 de maio de 2026.

A Paraíba enfrenta um cenário devastador: o governador Lucas Ribeiro decretou estado de calamidade pública nesta domingo, 03 de maio de 2026, em resposta aos intensos temporais que atingem o estado desde a última sexta-feira, 01 de maio. A decisão é crucial para mobilizar recursos e salvar vidas, enquanto a população lida com a dor da perda de dois indivíduos e o desalento de mais de 16 mil pessoas diretamente afetadas pelas chuvas.

A situação exige ação imediata. A Defesa Civil registra um total alarmante de 624 pessoas desalojadas, que precisaram deixar suas casas temporariamente, e outras 703 desabrigadas, que perderam tudo e dependem de abrigos públicos. Famílias em João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé e Ingá sentem o peso dessa tragédia, enquanto uma força-tarefa nacional já atua para prestar socorro e iniciar a árdua tarefa de reconstrução das cidades.

O drama se estende ao acesso a um recurso básico: a água. Na Grande João Pessoa, os sistemas Marés e Translitorânea operam com alarmantes 50% de sua capacidade, deixando milhares de residências com torneiras secas. A Cagepa já implementou rodízio de abastecimento em bairros como Valentina, Manaíra e Bessa, e a normalização é esperada apenas de forma gradual a partir desta segunda-feira, 04 de maio de 2026, adicionando mais um desafio à rotina dos moradores.

O heroísmo do Corpo de Bombeiros se destaca com o resgate de 306 pessoas em risco e a realização de quase 400 atendimentos emergenciais. Contudo, além da destruição visível, uma ameaça invisível paira sobre a população: a saúde. A preocupação com possíveis surtos de leptospirose e infecções diarreicas, doenças que costumam proliferar após enchentes, levou ao reforço do monitoramento sanitário, uma corrida contra o tempo para proteger a dignidade e a saúde dos paraibanos.

Ainda não há trégua. A Defesa Civil Nacional mantém o Alerta Laranja para o litoral da Paraíba e também de Pernambuco, onde a situação é igualmente grave, com seis mortes já confirmadas. O perigo de novos alagamentos e deslizamentos de terra persiste, especialmente nas regiões da Mata Paraibana, Agreste e Borborema, mantendo a população em estado de vigilância e apreensão diante da força implacável da natureza.

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