LUTO NO CAMPO

Liderança sindical rural Manoel Cândido da Costa morre aos 76 anos

Retrato de Manoel Cândido da Costa, ex-presidente da Fetarn
Líder sindical Manoel Cândido da Costa em evento de mobilização rural — Foto: Reprodução

O ex-presidente da Fetarn deixa um legado de defesa dos direitos dos trabalhadores do campo no Rio Grande do Norte.

A trajetória de luta em defesa dos trabalhadores rurais sofreu uma perda significativa com o falecimento de Manoel Cândido da Costa, ex-presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Rio Grande do Norte (Fetarn). O falecimento ocorreu na terça-feira (01/09/2026), conforme comunicado oficial emitido pela entidade sindical.

Conhecido carinhosamente como Seu Manoel, o líder sindical dedicou décadas à causa da agricultura familiar. Natural da comunidade Rio Velho, em Angicos, iniciou sua trajetória militante ainda na década de 1970. Seu papel ganhou destaque nacional nos anos 1980, período em que estabeleceu residência como colono na Vila Paraíba, em Serra do Mel, consolidando sua influência na organização da classe trabalhadora.

O impacto de sua atuação ultrapassa as divisas da federação. O Governo do Rio Grande do Norte ressaltou em nota oficial a seriedade e o compromisso de Manoel Cândido na construção de políticas voltadas à dignidade no campo. A Superintendência Regional do Incra no Rio Grande do Norte também reverenciou seu legado, apontando-o como um nome fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar no estado.

A partida de Manoel Cândido encerra um capítulo importante do sindicalismo rural potiguar. A memória de seu empenho na garantia de direitos fundamentais aos agricultores familiares permanece como referência para as gerações que continuam sua jornada.

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