ALERTA MÁXIMO BRASIL
Leonardo Barreto alerta sobre risco de curto-circuito institucional no Brasil por sanções dos EUA
Especialista aponta fragilidade do sistema judicial e questiona preparo das instituições para lidar com sanções americanas a figuras públicas por supostas ligações com o PCC e Comando Vermelho.
O Brasil corre o risco de sofrer um grave curto-circuito institucional caso os Estados Unidos divulguem uma lista de sanções contra brasileiros com supostas ligações com organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV). A análise é de Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, em entrevista concedida nesta sábado, 06/06/2026.
Segundo Barreto, o país não está preparado institucionalmente para lidar com um cenário dessa magnitude, o que pode gerar consequências imprevisíveis. O especialista traçou um paralelo com pedidos de suspeição em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) para demonstrar a fragilidade já existente no sistema judicial brasileiro.
Sinais de fragilidade e o início do conflito
Barreto destacou os pedidos de suspeição apresentados por senadores contra os ministros Alexandre de Moraes e Nunes Marques, no STF, como sintomáticos de um problema mais profundo. "A gente já está vivendo isso com esse conjunto de pedidos de suspeição", afirmou. Para o analista, o envolvimento de figuras proeminentes do Poder Judiciário em determinados casos pode culminar em uma situação onde "daqui a pouco não vai ter gente para julgar quem está envolvido".
O impacto das sanções americanas
O especialista projetou um cenário hipotético, mas considerado plausível: "Vamos imaginar que daqui a algum tempo os Estados Unidos soltem uma lista de pessoas que vão sofrer sanções em função de ligação com essas duas organizações criminosas". Caso essa lista inclua membros do Judiciário, políticos e grandes empresários, Barreto levanta o questionamento sobre a reação das instituições brasileiras. "As instituições vão correr para apurar e para responsabilizar ou elas vão proteger?", indagou.
A lição do caso mexicano
Para ilustrar o risco, Barreto citou o caso mexicano, onde governadores foram acusados pelos Estados Unidos de manter relações com cartéis. "O governador de um estado mexicano foi acusado claramente pelos Estados Unidos de ter relação com o cartel", lembrou, questionando a eficácia das instituições internas em processar tais acusações. O analista sugere que o Brasil pode enfrentar um dilema semelhante.
Barreto reforçou que o principal risco identificado é "a incapacidade ou a falta de preparo que as nossas instituições têm para aquilo que pode vir e que pode vir até muito rapidamente". Isso se refere tanto a possíveis sanções quanto a outras situações que demandem uma resposta célere e eficaz do Estado brasileiro.
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