MUDANÇA DE PODER
Keiko Fujimori assume a Presidência do Peru em sessão solene no Congresso
A cerimônia marca o retorno do sobrenome Fujimori à Casa de Pizarro após 26 anos, em meio a um cenário de profunda divisão política no país.
Keiko Fujimori inicia nesta terça-feira (28) seu mandato como presidente do Peru, formalizando sua posse em uma sessão solene realizada no Congresso. A decisão, que encerra um processo eleitoral marcado por uma disputa acirrada, coloca a nova mandatária à frente de um país que atravessa uma crise política prolongada há mais de uma década.
O evento marca o retorno da direita ao Executivo e a volta do sobrenome Fujimori à Casa de Pizarro após 26 anos. A vitória de Keiko foi consolidada no segundo turno das eleições, realizado em 7 de junho, com o resultado oficial sendo ratificado em 3 de julho. O pleito foi decidido por uma margem estreita de 49.641 votos contra Roberto Sánchez, que questionou o resultado e sinalizou a intenção de recorrer a instâncias internacionais.
Para a população peruana, o momento simboliza uma transição delicada. A nova presidente herda um Legislativo fragmentado e uma sociedade polarizada. A Força Popular, partido de Keiko, possui as maiores bancadas, mas precisará buscar consensos com forças de centro e direita para governar. A faixa presidencial será entregue pelo presidente interino José María Balcázar Zelada, que assumiu o cargo em fevereiro após a destituição de José Jerí.
A cerimônia de posse conta com a presença de diversos líderes globais, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei, o rei Felipe VI da Espanha e chefes de Estado como José Antonio Kast (Chile), Rodrigo Paz (Bolívia), Daniel Noboa (Equador), Nasry Asfura (Honduras), José Raúl Mulino (Panamá), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai). Os Estados Unidos também enviaram uma comitiva liderada pelo vice-secretário de Estado, Christopher Landau.
A trajetória de Keiko Fujimori, aos 51 anos, é marcada por longa vivência na política peruana. Formada em administração nos Estados Unidos e ex-parlamentar eleita em 2006, ela superou investigações judiciais passadas — que incluíram um período de reclusão entre 2018 e 2020 — para alcançar a chefia do Estado em sua quarta tentativa presidencial.
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