ARTICULAÇÃO E ELEIÇÕES

Kassab avalia permanência de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

Gilberto Kassab em coletiva de imprensa.
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, projeta cenário eleitoral para o pleito de 2026.

O presidente do PSD rechaça a possibilidade de desistência do senador e critica o atual modelo de emendas parlamentares no Orçamento federal.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve manter sua candidatura à Presidência da República apesar das tensões internas que marcam o bolsonarismo. A análise foi feita pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em entrevista publicada nesta segunda-feira, 13/07/2026. Para o dirigente partidário, a solidez dos números nas pesquisas eleitorais supera os conflitos de relacionamento que envolvem aliados próximos ao parlamentar.

Kassab, que integra a chapa do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) como vice, admitiu que existem dificuldades interpessoais significativas no núcleo da campanha de Flávio. Contudo, defendeu a resiliência do projeto político ao argumentar que a viabilidade eleitoral observada nos levantamentos é um fator decisivo para a continuidade da candidatura.

Sobre a estratégia do PSD nas eleições estaduais, o presidente da legenda reforçou a autonomia das lideranças regionais. Ele destacou que nomes como a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, possuem liberdade para gerir suas campanhas. Conforme Kassab, a presença das redes sociais alterou a dinâmica do contato com o eleitor, tornando a estrutura presidencial menos dependente do apoio direto de governadores locais.

No campo das propostas, o dirigente reiterou o posicionamento de Ronaldo Caiado como uma alternativa da direita moderada, capaz de dialogar e apresentar experiências de gestão. Kassab aproveitou a ocasião para criticar a condução da família Bolsonaro diante de temas sensíveis, como o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, e defendeu uma reforma profunda no Orçamento, posicionando-se contra o atual modelo de emendas parlamentares, que segundo ele, compromete R$ 60 bilhões que poderiam ser direcionados a investimentos estruturantes.

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