DECISÃO JUDICIAL REVERSÃO

Justiça revoga prisão de policial civil que agrediu idosos em Cuiabá

Imagem de circuito interno mostra local da agressão em condomínio de Cuiabá
Câmeras registram agressão em condomínio de Cuiabá

Magistrado substitui detenção por medidas cautelares rigorosas para investigado; vítima mudou de estado e mudou o cenário processual.

O investigador aposentado da Polícia Civil, Luciano Testa, obteve a revogação de sua prisão preventiva em decisão proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, na quinta-feira, 09/07/2026. A medida permite que o acusado responda ao processo em liberdade, sob a condição de cumprir rigorosas normas impostas pelo Poder Judiciário, em resposta à agressão contra um casal de idosos ocorrida em um condomínio da capital mato-grossense.

A decisão, que estabelece um novo rumo para o caso em 10/07/2026, substitui o encarceramento por uma série de restrições de segurança para proteger as vítimas. Entre as medidas cautelares impostas, Luciano Testa está proibido de acessar o condomínio onde os fatos ocorreram e deve manter uma distância mínima de 300 metros das vítimas, estando vedado qualquer tipo de contato, direto ou indireto. O investigado também não pode se ausentar da Comarca de Cuiabá sem autorização prévia, tem o dever de comparecer mensalmente ao juízo e deve realizar a entrega de seu armamento de fogo em até 48 horas, com o respectivo porte suspenso.

O magistrado justificou a revogação ao identificar uma alteração substancial no contexto que originou a prisão inicial. De acordo com os autos, o fato de uma das vítimas ter se mudado de Mato Grosso para outro estado reduziu o risco de novos confrontos, eliminando um dos pilares que sustentavam a necessidade da prisão preventiva para a garantia da ordem pública.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) manifestou-se contrariamente à soltura, sustentando que a gravidade das agressões e o trauma que forçou as vítimas a deixarem suas residências deveriam prevalecer na análise. Em contraponto, a defesa, representada pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, reafirmou que as decisões judiciais devem pautar-se estritamente na Constituição e nas provas, afastando-se do impacto emocional ou da repercussão social do episódio.

O episódio, captado por Câmeras de segurança, ganhou notoriedade ao exibir o momento em que Luciano Testa agride o casal dentro de um elevador no bairro Cidade Alta. O inquérito policial segue em curso e investiga os crimes de injúria, lesão corporal e importunação sexual.

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