SEGURANÇA DIGITAL SP

Justiça atua contra ataque cibernético ao Governo de SP

Justiça atua contra ataque cibernético ao Governo de SP

Operação Intruder cumpre mandados em MG para coibir acesso e venda de dados públicos. Profissional de TI é investigado.

O Poder Judiciário, atendendo a um pedido da Polícia Civil, autorizou nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, a Operação Intruder. A Corregedoria da Polícia Civil e a Controladoria Geral do estado de São Paulo lançaram a ação para investigar o acesso não autorizado e a suposta comercialização de dados de sistemas do Governo de SP. A motivação central da investigação é a suspeita de que um profissional de tecnologia tenha extraído e negociado informações sensíveis em fóruns clandestinos da internet, usando softwares maliciosos. Essa operação é crucial para proteger a integridade dos dados públicos e a privacidade dos cidadãos, garantindo a segurança das informações que alimentam os serviços estatais e combatendo riscos à dignidade e aos direitos individuais.

Em cumprimento aos mandados, equipes da Operação Intruder realizam buscas e apreensões em um data center na cidade de Belo Horizonte e na residência de um suspeito em Belmiro Braga, ambas em Minas Gerais. A Polícia Civil local presta apoio fundamental.

A Corregedoria iniciou a investigação com base em informações técnicas detalhadas. Elas apontaram a suposta extração, manutenção e comercialização de dados de sistemas institucionais por um profissional de tecnologia da informação. Este indivíduo, suspeita-se, negociou as informações em fóruns clandestinos da internet, ambientes dedicados a crimes digitais.

Equipes especializadas da Polícia Civil identificaram o modo de ação do suspeito. Ele utilizava softwares maliciosos, conhecidos como malware, e realizava permutas de acessos ilícitos, chamados de “shells”.

O corregedor geral da Polícia Civil, delegado João Batista Beolchi, explicou que “com base nos dados apresentados na investigação pela Corregedoria, o Poder Judiciário expediu mandados de busca e apreensão, o afastamento de sigilo de dados telemáticos e telefônicos e outras providências previstas na legislação processual penal”.

Além disso, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares contra o investigado para prevenir novos acessos indevidos a sistemas públicos e assegurar o avanço da apuração. A Justiça determinou o monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar noturno, retenção do passaporte, suspensão da CNH e proibição de uso de equipamentos com acesso à internet sem autorização judicial. Essas restrições visam proteger o interesse público e a integridade dos sistemas estatais enquanto a investigação se desenrola, mas representam um impacto significativo na rotina do indivíduo.

O corregedor geral ainda ressaltou a importância da atuação conjunta entre a Polícia Civil e a Controladoria. Essa colaboração busca potencializar a análise técnica especializada, especialmente por envolver dados funcionais, além de promover o compartilhamento qualificado de informações e a mitigação de eventuais riscos à integridade de sistemas e dados públicos.

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