LUTO NO JORNALISMO
Jornalista Helga Oliveira morre aos 51 anos e deixa legado no esporte e na causa autista no RN
Morreu nesta quinta-feira (25), a jornalista Helga Oliveira, aos 51 anos. Referência no jornalismo esportivo do Rio Grande do Norte e defensora da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), sua partida gerou comoção e homenagens em todo o estado. O velório e sepultamento ocorreram nesta sexta-feira (26), em Emaús.
A jornalista Helga Oliveira, uma das mais proeminentes vozes do jornalismo esportivo do Rio Grande do Norte e uma dedicada defensora da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), faleceu nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, aos 51 anos. A notícia de sua partida comoveu entidades esportivas, colegas de profissão e instituições em todo o estado, que lamentam a perda de uma profissional exemplar e de uma ativista engajada. Helga não resistiu às complicações de uma pneumonia agressiva, após 19 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Policlínica. Ela lutava há cinco anos contra a leucemia crônica e completaria 52 anos no dia seguinte ao seu falecimento, 27 de junho de 2026. O velório foi realizado na manhã desta sexta-feira, 26 de junho de 2026, na sala central do Cemitério Morada da Paz, em Emaús, com sepultamento previsto para as 10h30 no mesmo local. A jornalista foi pioneira na cobertura esportiva na televisão potiguar, abrindo portas para futuras gerações de mulheres em um campo tradicionalmente dominado por homens. Sua trajetória é marcada pela ética, competência e coragem, consolidando seu nome como uma referência inquestionável. A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) anunciou que todas as partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro Série D e pelo Campeonato Potiguar Sub-17 terão um minuto de silêncio em sua homenagem. Além de sua atuação profissional, Helga Oliveira dedicou-se intensamente à causa da inclusão de pessoas com autismo. Transformando sua experiência familiar em uma poderosa bandeira de conscientização, ela incentivou o diagnóstico precoce e a plena inclusão social. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn) ressaltou sua contribuição para o jornalismo potiguar e sua importância na defesa das pessoas com TEA. A Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte (Acern) também lamentou a perda, classificando-a como uma profissional admirada e respeitada, cujo legado permanecerá. O marido de Helga, o comunicador Luís Henrique, anunciou a morte em uma mensagem nas redes sociais: "Nossa galega descansou". Ele havia compartilhado anteriormente sobre a estabilidade do quadro clínico e agradecido à equipe médica. O irmão de Helga, Vanderson Oliveira, também prestou homenagens, destacando a força e o carinho da jornalista, e afirmando que seu legado viverá nas lembranças e em sua história.
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