DIPLOMACIA E COMÉRCIO

Itamaraty intensifica esforços contra sobretaxa comercial dos EUA

O chanceler Mauro Vieira durante reunião diplomática.
Chanceler Mauro Vieira — Foto: Mateus Oliveira/MRE

Governo busca reverter tarifa de 25% antes do prazo limite de 15 de julho de 2026. Setor produtivo alerta para impacto de US$ 15 bilhões em exportações.

O Itamaraty reafirmou, em comunicado oficial emitido nesta sexta-feira, 10/07/2026, que mantém esforços diplomáticos intensos para reverter a proposta de sobretaxa comercial anunciada pelo USTR. A decisão do órgão americano, que ameaça aplicar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, tem gerado apreensão no setor industrial, com o prazo final para um entendimento entre as nações fixado em 15 de julho de 2026.

A mobilização ocorre após uma solicitação formal do setor privado, que teme as consequências econômicas da medida. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tarifaço pode atingir cerca de 4,2 mil itens, como ferro gusa, molduras de madeira e álcool etílico. Juntos, esses produtos representam US$ 15 bilhões em exportações brasileiras para os EUA, movimentando cadeias produtivas que sustentam empregos e a renda de milhares de famílias brasileiras.

Para o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores, o movimento do USTR possui forte viés político, ignorando argumentos técnicos apresentados ao longo do último ano. Em resposta, o Itamaraty ressaltou que agradece as sugestões do empresariado e segue empenhado no diálogo em defesa do interesse nacional.

Em um esforço conjunto, a CNI, a Câmara Americana de Comércio (AmCham) e a U.S Chamber of Commerce enviaram uma carta a autoridades como Mauro Vieira, Márcio Elias Rosa, Jamieson Greer e Marco Rubio. O documento defende a resolução negociada no âmbito da Seção 301, argumentando que a imposição de tarifas gera efeitos indesejados para trabalhadores e consumidores de ambos os países, enquanto a diplomacia tende a produzir resultados mais duradouros e previsíveis.

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