FRAUDE CRIME DIGITAL
Irmãos presos por desviar R$ 300 mil em criptomoedas em operação policial
Ação conjunta das Polícias Civis do DF, Tocantins e Maranhão resultou na prisão de dois irmãos. O esquema envolvia a criação de sites falsos para roubar credenciais de investidores.
Dois irmãos foram presos suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas que desviou cerca de R$ 300 mil em criptomoedas. A detenção ocorreu em Paraíso do Tocantins e Porto Franco (MA), como parte da Operação Carteira Vazia. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, 17/06/2026, foi tomada pelas Polícias Civis do Distrito Federal, Tocantins e Maranhão. O caso importa pois revela a sofisticação de golpes que vitimizam investidores e o impacto na segurança financeira individual.
Um dos investigados, de 26 anos, foi preso em Paraíso do Tocantins (TO). O outro irmão, de 31 anos, foi detido em Porto Franco (MA). Segundo a polícia, ambos já possuíam antecedentes criminais por estelionato virtual. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, de fintechs e de valores em criptomoedas pertencentes aos investigados, além da apreensão de dispositivos eletrônicos.
Sofisticado esquema de phishing
As investigações apontam que os criminosos criavam sites falsos que imitavam fielmente plataformas de investimento em criptomoedas. Para atrair as vítimas, o grupo investia em anúncios patrocinados, garantindo que os endereços fraudulentos aparecessem entre os primeiros resultados em buscas online. O golpe ocorria em tempo real: ao inserir credenciais e códigos de autenticação de dois fatores (OTP) no site falso, os dados eram imediatamente repassados aos criminosos, que realizavam a transferência instantânea dos ativos digitais para suas carteiras.
Durante o cumprimento do mandado de busca na residência de um dos suspeitos em Paraíso do Tocantins, os policiais encontraram um laboratório clandestino para produção de drogas. Mais de 2 kg de crack, insumos químicos e uma prensa hidráulica foram apreendidos. Em depoimento, o jovem de 26 anos confessou a prática de golpes com criptomoedas há aproximadamente dois anos e a operação do laboratório de drogas há um ano, utilizado para abastecer o tráfico na região.
A identificação dos envolvidos foi possível por meio de rastreamento cibernético e financeiro dos ativos desviados. Os irmãos responderão por estelionato qualificado. O suspeito preso no Tocantins também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Somadas as penas, eles podem ser condenados a até 23 anos de reclusão.
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