ORMUZ SEGURO AGORA

Irã declara segurança em Ormuz após recuo dos EUA

Embarcações no Estreito de Ormuz, Irã
Embarcações no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã, em 4 de maio de 2026. — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA via REUTERS

Decisão do Irã surge após EUA suspenderem operação militar. Acordo de paz no Oriente Médio está próximo.

O Irã declarou nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, a total segurança para a navegação no Estreito de Ormuz, um dos pontos mais estratégicos do comércio marítimo global. A decisão iraniana, comunicada por meio de suas redes sociais e mídia estatal, surge um dia após os Estados Unidos, sob o presidente Donald Trump, anunciarem a suspensão temporária de sua operação militar na região. Este desenvolvimento crucial traz alívio para a navegação internacional e representa um passo significativo para a estabilidade regional, prometendo mitigar os riscos de confrontos que há semanas mantinham o tráfego de embarcações em alerta e impactavam a economia global.

Teerã expressou gratidão a "capitães e armadores do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Ormuz e por contribuírem para a segurança marítima regional". A mensagem oficial iraniana adicionou que, com "as ameaças do agressor neutralizadas e novos protocolos em vigor, será garantida a passagem segura e estável pelo estreito".

Ao anunciar a decisão de pausar a chamada "Operação Liberdade", Donald Trump destacou que a medida foi tomada após pedidos do Paquistão, que atua como mediador, e mencionou um "grande progresso" nas conversas com representantes iranianos. Entre a guerra de narrativas e a troca de ameaças entre EUA e Irã, inúmeras embarcações viram-se impedidas de realizar a travessia devido ao medo de ataques retaliatórios ou da possível presença de minas na região, que a Marinha iraniana teria colocado.

Acordo perto de ser fechado

As negociações entre EUA e Irã parecem se intensificar. Nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, uma reportagem do site americano Axios noticiou que os EUA e o Irã estão próximos de finalizar um memorando de uma página para encerrar a guerra no Oriente Médio. Uma fonte paquistanesa, que falou de forma anônima à agência de notícias Reuters, afirmou: "Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá."

Segundo o Axios, os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, conforme duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas sobre o assunto relataram à reportagem. O memorando de uma página conteria, entre seus termos, uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã. Em troca, os EUA suspenderiam sanções econômicas e liberariam bilhões em ativos iranianos congelados.

A proposta também prevê que os EUA e o Irã suspenderiam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz. O trânsito de navios comerciais pela região, um dos pontos mais sensíveis do conflito, foi palco de confrontos entre os dois países nos últimos dias, causando grande preocupação internacional.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que o país está empenhado em transformar o cessar-fogo atual entre EUA e Irã — que ficou ameaçado nesta semana com o embate em Ormuz — em um fim permanente da guerra.

Os EUA esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas. Nada foi acordado até o momento, mas a Casa Branca acredita que este é o período em que os dois países estão mais próximos de um acordo desde o início da guerra. O governo dos EUA não havia se pronunciado oficialmente sobre esse memorando até a última atualização desta reportagem. No entanto, o presidente Donald Trump citou um "grande progresso" nas negociações com o Irã quando anunciou na terça-feira, 05 de maio de 2026, a suspensão da operação militar para auxiliar o trânsito de navios por Ormuz.

Apesar do otimismo, muitas autoridades da Casa Branca, segundo o Axios, permanecem céticas quanto à assinatura de um acordo preliminar. A fragmentada liderança do Irã, com suas muitas autoridades de alto nível, dificulta um consenso. Outro ponto de preocupação é que o memorando pode conter brechas que poderiam levar à retomada da guerra no futuro.

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