ENERGIA GLOBAL AFETADA

Irã cria órgão para controlar o Estreito de Ormuz

Imagem de um navio no Estreito de Ormuz, com a geografia da região ao fundo.
Navio transita pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo global.

Medida anunciada nesta terça-feira, 05/05/2026, pelo governo iraniano impacta diretamente 20% do petróleo mundial e mantém o preço do barril tipo Brent acima de US$ 100.

O governo do Irã instituiu nesta terça-feira, 05/05/2026, um novo órgão com a missão de gerenciar e controlar oficialmente o estratégico Estreito de Ormuz. A decisão, anunciada pela televisão estatal iraniana, visa regular o tráfego marítimo em uma das rotas mais vitais para o comércio global de petróleo, impactando diretamente o fluxo de energia mundial e o cenário geopolítico.

Nomeada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), a nova estrutura terá a responsabilidade de estabelecer e fiscalizar as diretrizes para a passagem de embarcações. Segundo a mídia estatal do Irã, todos os navios que desejarem transitar pela região receberão um e-mail detalhando as novas regras para a travessia em Ormuz.

Desde o início do conflito entre EUA, Israel e o Irã, o Estreito de Ormuz tem sido parcialmente bloqueado, transformando-se em um epicentro de tensões. Esta via marítima é crucial, pois por ela escoa aproximadamente 20% do petróleo produzido globalmente, especialmente dos países do Golfo, abastecendo grande parte do mundo.

O fechamento parcial da rota provocou um colapso sem precedentes no mercado petrolífero, resultando na disparada dos preços internacionais. Atualmente, o barril de petróleo tipo Brent, referência global, é negociado acima da marca de US$ 100. Essa instabilidade nos valores afeta diretamente a economia de nações importadoras e o custo de vida de milhões de pessoas ao redor do planeta.

Em diversas ocasiões, o então presidente dos EUA, Donald Trump, expressou a intenção de reabrir o local por meio de intervenção militar. Contudo, essa missão nunca foi concretizada.

No fim de março, o governo do Irã já havia imposto uma taxa para navios que desejavam atravessar o estreito. Apesar da cobrança, embarcações com ligações aos EUA e Israel, bem como de seus aliados, permanecem proibidas de entrar ou sair de Ormuz.

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