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Irã ameaça 'resposta longa e dolorosa' caso EUA retomem ataques

Estreito de Ormuz visto do alto, com navios petroleiros passando entre duas massas de terra, simbolizando a tensão geopolítica.
Imagem ilustrativa do Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico do comércio global de petróleo.

Teerã promete retaliação massiva diante de planos de Washington para nova ofensiva militar e reabertura forçada do Estreito de Ormuz, elevando a preocupação global com a estabilidade energética e econômica.

O Irã ameaça uma 'resposta longa e dolorosa' contra posições dos Estados Unidos caso Washington renove ataques militares, uma declaração que complica os esforços americanos para formar uma coalizão internacional e reabrir o Estreito de Ormuz. Esta advertência foi feita nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, enquanto o presidente Donald Trump se prepara para avaliar novos planos de ofensiva, buscando flexibilizar Teerã em negociações nucleares. O impasse na vital hidrovia, responsável por 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, já eleva os preços globais de energia e intensifica as preocupações com uma desaceleração econômica.

Passados dois meses do início de uma guerra deflagrada por ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã, o canal marítimo permanece fechado, impactando drasticamente a distribuição de combustíveis e gerando uma crise que se reflete na mesa de milhões de pessoas ao redor do mundo. A interrupção no fluxo de petróleo e gás contribui diretamente para o aumento dos preços e agrava temores de instabilidade econômica global.

Os esforços para resolver o conflito encontraram um beco sem saída, apesar de um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril. O Irã mantém o bloqueio do estreito em resposta a uma medida similar dos EUA contra as exportações de petróleo iranianas, a principal fonte de sustento econômico do país. A manutenção do controle sobre Ormuz é vista por Teerã como uma salvaguarda contra pressões externas.

O presidente Donald Trump deve receber informações nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, sobre os planos para uma série de novos ataques militares contra o Irã, na esperança de forçar o país a ceder em questões nucleares durante futuras negociações, conforme noticiou o site Axios na noite de quarta-feira, 29 de abril de 2026. A mera perspectiva de tais ataques já impulsionou ganhos significativos nos preços do petróleo.

O contrato de referência do petróleo Brent, por exemplo, alcançou mais de US$126 por barril em determinado momento, marcando seu nível mais alto desde março de 2022, época da invasão da Rússia na Ucrânia. Posteriormente, o valor recuou para US$113 o barril, mas a volatilidade do mercado permanece alta e reflete a profunda incerteza geopolítica.

Qualquer ataque dos EUA ao Irã, mesmo que limitado, desencadeará 'ataques longos e dolorosos' às posições regionais americanas, alertou uma autoridade de alto escalão da Guarda Revolucionária. O comandante da Força Aeroespacial, Majid Mousavi, citado pela mídia iraniana, reforçou a ameaça: 'Vimos o que aconteceu com suas bases regionais e veremos o mesmo acontecer com seus navios de guerra'.

Teerã já havia advertido na quarta-feira, 29 de abril de 2026, sobre uma 'ação militar sem precedentes' em retaliação ao bloqueio contínuo dos EUA a navios ligados ao Irã. A combinação desses alertas com a possibilidade de novos ataques militares dos EUA sinaliza mais interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio, prolongando um conflito que já ceifou a vida de milhares de pessoas e desestabiliza toda a região.

Um outro plano, a ser compartilhado com Trump, envolve a tomada do controle de parte do Estreito de Ormuz para reabri-lo à navegação comercial, conforme detalhou o Axios, indicando que tal operação poderia envolver forças terrestres. A França, o Reino Unido e outros países já discutiram a contribuição para essa coalizão, mas condicionaram seu apoio à condição de que o conflito termine antes de qualquer intervenção no estreito.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, enviou uma mensagem escrita aos iranianos afirmando que Teerã eliminará 'os abusos dos inimigos na hidrovia' sob a nova administração do estreito, um claro sinal de que o país pretende manter seu domínio sobre a estratégica passagem.

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