IRÃ AMEAÇA
Irã ameaça bloquear o estreito de Bab al-Mandab se Israel atacar outra rota marítima
Conselheiro sênior de Ali Khamenei alertou que o bloqueio do estreito de Bab al-Mandab pode ocorrer caso Israel amplie sua ofensiva. A declaração surge em meio a tensões crescentes no Oriente Médio.
O Irã elevou o tom de suas ameaças no Oriente Médio, declarando que pode bloquear o estreito de Bab al-Mandab caso Israel decida ampliar sua ofensiva militar. A advertência foi feita por Ali Velayati, conselheiro sênior do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, conforme divulgado pela mídia estatal do país neste domingo, 07 de junho de 2026. A declaração ocorre em um momento de escalada das tensões, após Israel ter ameaçado uma resposta "poderosa" aos mísseis que, segundo o governo israelense, foram lançados por Teerã.
Localizado estrategicamente entre o Iêmen, Djibuti e Eritreia, o estreito de Bab al-Mandab é uma artéria vital para o comércio global, conectando rotas essenciais entre a Europa, a Ásia e o mundo árabe. Velayati enfatizou que a atual situação de segurança no local não deve levar o adversário a um "erro de cálculo", oferecendo uma escolha clara: "parem com essa tolice ou entrem em uma equação equilibrada para disciplinar os dois estreitos".
A possível ação iraniana seria orquestrada através de seu aliado regional, os houthis do Iêmen. Um bloqueio no estreito intensificaria a pressão sobre a economia global, afetando ainda mais as cadeuas de suprimentos e o custo de mercadorias.
As tensões atingiram um novo patamar neste domingo, 07 de junho de 2026, marcando 100 dias de conflito. Israel realizou ataques em Beirute, o primeiro desde o anúncio de um cessar-fogo pela mídia estatal, que foi divulgado nesta segunda-feira, 08/06/2026. Em resposta, o Irã disparou mísseis, que foram interceptados pelas forças israelenses, e ameaçou uma retaliação ainda mais severa caso os bombardeios no Líbano prossigam.
A escalada de hostilidades remonta a 28 de fevereiro de 2026, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque "de grande escala" contra o Irã, com o objetivo declarado de "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano". Um ponto de atrito recorrente é o programa nuclear de Teerã, que tem dificultado negociações para o fim dos combates.
Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel resultaram na morte do então líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e causaram milhares de vítimas, além de danos a patrimônios históricos e culturais no Irã, segundo relatos da imprensa e autoridades locais. Em retaliação, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Semanas antes do início do conflito, os Estados Unidos promoveram um grande acúmulo militar no Oriente Médio, gerando alertas sobre uma possível escalada regional. Paralelamente, negociações sobre um novo acordo nuclear com o Irã não avançaram, com Trump acusando o país de rejeitar "todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares".
O início da guerra em fevereiro de 2026 também ocorreu em um contexto de protestos em massa contra o regime no Irã, alimentados pelo descontentamento econômico e pelo aumento expressivo dos custos de vida.
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