SEGURANÇA NACIONAL BRITÂNICA
Investigação sobre morte de Ann Widdecombe é elevada a ato terrorista
Polícia antiterrorismo do Reino Unido assume o caso após novas evidências sobre o falecimento da ex-ministra do Reform UK.
A polícia antiterrorismo do Reino Unido assumiu o comando das investigações sobre o suposto assassinato da ex-ministra Ann Widdecombe, decisão comunicada pela ministra do Interior Shabana Mahmood nesta segunda-feira, 13/07/2026. A mudança na condução do inquérito ocorreu após a descoberta de novas evidências que sugerem a possível motivação terrorista por trás do crime, que chocou o cenário político da Inglaterra.
Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em sua residência no sudoeste da Inglaterra em 9 de julho de 2026, apresentando lesões graves. Figura de destaque no Reform UK e ex-integrante dos Conservadores, a política possuía uma trajetória marcada por posições conservadoras contundentes. Um homem foi detido em Rotherham em 11 de julho de 2026, sob suspeita de envolvimento no caso, que inicialmente não era tratado sob a ótica do terrorismo.
A fragilidade da segurança de figuras públicas na Grã-Bretanha volta ao debate central da sociedade. O histórico recente do país inclui traumas profundos, como o assassinato da parlamentar Jo Cox em 2016 e do conservador David Amess em 2021, ambos vítimas de ataques motivados por extremismos. A morte de Ann Widdecombe renova a preocupação com a integridade física de parlamentares e líderes que atuam no espectro político britânico.
Além de seu legado como subsecretária no governo de John Major entre 1992 e 1997, Ann Widdecombe era conhecida por defender convicções religiosas e morais inabaláveis, como sua oposição ao aborto e suas visões críticas sobre temas sociais contemporâneos. A polícia mantém diversas linhas de investigação abertas para elucidar completamente as circunstâncias e a motivação deste ataque.
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