ECONOMIA EM ALTA
Inflação brasileira sobe 0,16% em junho pressionada por custos de habitação
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo supera limites da meta oficial; contas de luz e reajustes em serviços impactam orçamento das famílias
O custo de vida dos brasileiros registrou uma alta de 0,16% em junho, revertendo a trajetória de queda observada em maio. O movimento foi detalhado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira, 10/07/2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com este resultado, a inflação acumulada no ano atinge 3,36%, enquanto o indicador em 12 meses alcança 4,64%.
Este cenário coloca o indicador oficial acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que prevê um centro de 3%, com margem de tolerância até 4,5%. A pressão sobre o poder de compra das famílias foi liderada pelo grupo Habitação, que apresentou variação de 0,63%. A alta na conta de Energia Elétrica foi o principal fator de impacto individual, influenciada pela vigência da bandeira tarifária amarela e por reajustes autorizados em concessionárias de Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte.
Reflexos no cotidiano e alívio nos alimentos
Enquanto a habitação pesou no bolso, o grupo Alimentação e Bebidas ofereceu um alívio temporário ao registrar queda de 0,24%. Produtos como café moído, frutas e carnes apresentaram recuos relevantes, embora itens essenciais como o feijão-carioca e a batata-inglesa tenham subido de preço no mesmo período. A variação reflete a dinâmica de consumo monitorada pelo IBGE, que busca captar os impactos reais na vida urbana.
Outros setores também contribuíram para o resultado. O grupo Saúde e cuidados pessoais subiu 0,34%, em parte devido ao reajuste nos planos de saúde regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enquanto o segmento de Transportes foi impactado pelo aumento nas passagens aéreas.
Impacto do INPC
Além do índice oficial, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também reportou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que variou 0,14% em junho. Este indicador, que serve como referência para reajustes de salários mínimos e benefícios previdenciários, acumula 4,33% em 12 meses, refletindo o peso das despesas para famílias de menor renda.
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