SAÚDE ANIMAL E PÚBLICA

Idaf confirma primeiro caso de raiva bovina em Tarauacá no Acre

Equipe do Idaf realiza monitoramento em propriedade rural no interior do Acre
Propriedade foi considerada foco da doença após a morte do animal — Foto: Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf-AC)

Produtores rurais em um raio de 12 quilômetros devem realizar a vacinação obrigatória do rebanho; Secretaria de Saúde acompanha pessoas que tiveram contato com o animal.

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) confirmou um caso de raiva em um animal bovino na zona rural de Tarauacá, no interior do Acre. A decisão de classificar a área como foco da doença foi tomada após diagnóstico laboratorial positivo registrado na terça-feira, 07 de julho de 2026, medida necessária para impedir a propagação do vírus e proteger a saúde pública local.

O animal, que veio a óbito, apresentou sintomas neurológicos antes da coleta de amostras cerebrais realizada por técnicos do órgão. Conforme o protocolo sanitário, o Idaf estabeleceu uma área de foco e perifoco que abrange um raio de 12 quilômetros. Em toda essa extensão, a vacinação do rebanho tornou-se obrigatória. As equipes do Idaf iniciaram as ações de vigilância e fiscalização nesta quinta-feira, 09 de julho de 2026, realizando buscas ativas por outros animais sintomáticos na região.

A raiva é uma zoonose grave, transmitida predominantemente pela mordida de morcegos hematófagos. Dada a capacidade de transmissão aos seres humanos, o manejo do animal infectado impõe riscos reais à vida dos produtores rurais. Por esta razão, o Idaf notificou a Secretaria de Saúde (Sesacre) para que realize a busca ativa de pessoas que tiveram contato com o bovino. Estes cidadãos serão submetidos a avaliação médica, protocolo de vacinação antirrábica e exames sorológicos para garantir a integridade de sua saúde.

A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros do Idaf, Maria do Carmo Portela, esclareceu que, até o momento, foram registradas cinco notificações de animais com sintomas neurológicos no Acre em 2026. Além do caso de Tarauacá, municípios como Assis Brasil, Cruzeiro do Sul e Feijó apresentam situações sob investigação. O órgão reforça a orientação de que produtores não manuseiem carcaças ou animais doentes, devendo comunicar qualquer suspeita imediatamente às autoridades competentes.

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