DESIGUALDADE PATRIMONIAL MASCULINA
Homens acumulam até 400% mais patrimônio que mulheres, aponta análise da Receita Federal
Diferença chega a R$ 1,6 milhão entre atletas. Ferramenta da Receita Federal cruza dados de Imposto de Renda e revela disparidade em profissões de alto rendimento.
A disparidade patrimonial entre homens e mulheres é acentuada, com homens chegando a acumular até 400% mais riqueza, revelam dados da Receita Federal referentes ao ano de 2025. A análise, divulgada em julho de 2026 pela Receita Federal por meio de uma nova ferramenta online, compara o patrimônio médio declarado no Imposto de Renda da Pessoa Física por diversas profissões. A maior diferença percentual foi observada entre atletas, onde homens declararam, em média, R$ 2 milhões, enquanto mulheres alcançaram R$ 400 mil. Essa distinção impacta diretamente a autonomia financeira e as oportunidades de investimento das mulheres no setor.

A análise da Receita Federal, baseada nas declarações de Imposto de Renda de 2025, que foram entregues em 2026, demonstra que o cenário de desigualdade se repete em outras carreiras de alto acúmulo financeiro. Titulares de cartório, a profissão com o maior patrimônio médio registrado em 2025 (R$ 3,3 milhões), apresentaram uma disparidade significativa: homens acumularam R$ 4,6 milhões em média, contra R$ 1,9 milhão das mulheres. Esta diferença substancial levanta questões sobre as barreiras que mulheres enfrentam para construir e manter patrimônio no topo do mercado de trabalho.
Em um cenário de poucas exceções, atrizes e diretoras apresentaram um patrimônio médio superior a atores e diretores. A diferença, no entanto, foi de 20%, com as mulheres do ramo acumulando R$ 1,5 milhão e os homens R$ 1,2 milhão. Este dado sugere que, em setores específicos, as mulheres podem encontrar caminhos para equiparar ou até superar seus pares masculinos em termos de ganhos financeiros.

A ferramenta lançada pela Receita Federal em julho de 2026 promete detalhar o Imposto de Renda da Pessoa Física, permitindo filtros por gênero, estado, município e etnia. A iniciativa visa oferecer maior transparência e controle sobre os dados fiscais, possibilitando comparações que evidenciam desigualdades estruturais. A disponibilidade desses dados é crucial para a formulação de políticas públicas voltadas à equidade de gênero e à redução da disparidade patrimonial.
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