JUSTIÇA PARALELA NA MIRRA

Homem é encontrado concretado em geladeira após sequestro em Uberlândia

Corpo de homem levado à força é encontrado concretado e carbonizado em Uberlândia
Corpo de homem levado à força é encontrado concretado e carbonizado em Uberlândia

Euclides de Oliveira, 62 anos, foi levado à força da porta de casa e executado por facção criminosa. Família da vítima, que o acusou de abuso sexual, também é investigada.

O corpo de Euclides de Oliveira, 62 anos, desaparecido desde 8 de junho, foi localizado concretado dentro de uma carcaça de geladeira em um lote na Avenida Arcírio Cardoso da Silva, no bairro Nossa Senhora das Graças, em Uberlândia, Triângulo Mineiro, nesta terça-feira, 16 de junho de 2026. O cadáver apresentava sinais de carbonização, segundo a Polícia Civil. A vítima havia sido sequestrada à força da porta de sua residência, no bairro Tibery.

Corpo de homem levado à força é encontrado concretado e carbonizado em Uberlândia

Investigações da Polícia Civil apontam que Euclides foi assassinado por integrantes de uma facção criminosa. Ele teria sido submetido a um "tribunal do crime" e executado sob acusação de abuso sexual contra uma criança de 9 anos. Contudo, a polícia não encontrou registros de boletim de ocorrência, denúncia formal ou provas que sustentem essa acusação contra a vítima.

O sequestro ocorreu na manhã de 8 de junho, quando Euclides foi abordado na porta de casa por quatro indivíduos armados. As ações foram registradas por câmeras de segurança, mostrando a vítima sendo rendida, colocada em um carro branco e, posteriormente, transferida para outro veículo utilitário. A Polícia Civil apura o envolvimento da família da criança acusadora na organização do crime, destacando que o Estado não tolera justiça paralela.

Morador é levado da porta de casa por homens armados no bairro Tibery

Durante a Operação "Veritas Lex", deflagrada em 15 de junho, três suspeitos de participação no sequestro e homicídio de Euclides foram detidos. Outras duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. Os investigados, que já possuíam antecedentes por homicídios e ligação com o tráfico, não confessaram o crime. O delegado Carlos Fernandes expressou a certeza de que o corpo é de Euclides, apesar de a identificação oficial depender de exame de DNA.

A polícia reconstruiu o trajeto dos criminosos até um galpão no bairro Jardim Europa, onde a vítima teria sido mantida em cárcere e executada. Suspeita-se que o corpo tenha sido concretado com uso de material de secagem rápida e abandonado em um lote próximo ao Parque Municipal Siquierolli. As mãos da vítima estavam amarradas com abraçadeiras plásticas, reforçando os indícios de tortura. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, com sinais de tentativa de incêndio.

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