VIOLÊNCIA E IMPUNIDADE

Guarda Municipal é preso em Abaetetuba por envolvimento em duplo homicídio

Viaturas da Guarda Municipal de Moju sob investigação da PC
Operação Falsa Guarda resultou em prisão e apreensão de armamento em unidade da Guarda Municipal. Foto: PC PA

Operação Falsa Guarda cumpre mandados contra agentes suspeitos de execuções ligadas à agiotagem na região.

A Polícia Civil do Pará deflagrou a operação Falsa Guarda para prender um agente da Guarda Municipal sob suspeita de participação no assassinato de dois homens, decisão esta oficializada nesta sexta-feira, 10/07/2026. A ação busca esclarecer a execução de Bruno Silva de Assis e Eduardo Ferreira da Silva, ocorrida em abril, visando desmantelar uma rede criminosa que utilizava a estrutura do poder público para cometer crimes em Abaetetuba e municípios vizinhos.

O crime e a investigação

No dia 25 de abril de 2026, as vítimas foram abordadas por homens armados e encapuzados enquanto trafegavam pela rodovia PA-481. Segundo as autoridades, o crime possui raízes na agiotagem praticada na Feira do Peixe em Abaetetuba. As investigações da PC apontam que uma viatura oficial da Guarda Municipal de Moju foi utilizada no transporte dos reféns até uma área rural, onde foram executados com tiros na nuca.

Bruno Silva de Assis, apontado como cobrador de empréstimos para um indivíduo de origem colombiana, seria o alvo principal. Eduardo Ferreira da Silva foi assassinado por estar acompanhando a vítima, configurando um caso de queima de arquivo. Provas técnicas, incluindo imagens de monitoramento, geolocalização e quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, permitiram identificar a presença da caminhonete da Guarda Municipal no local do crime.

A operação Falsa Guarda

Durante a execução dos mandados de prisão e busca nesta sexta-feira, 10/07/2026, os agentes apreenderam armas institucionais, celulares e entorpecentes na sede da Guarda Municipal de Moju. Um segundo guarda, que teria atuado como motorista da viatura no dia do homicídio, segue sendo procurado pela polícia.

O rigor da medida judicial de prisão preventiva reflete a gravidade do uso de aparatos estatais para a prática de delitos hediondos. A sociedade local aguarda o desdobramento do processo, enquanto a PC reforça que denúncias sobre o paradeiro do foragido podem ser feitas via WhatsApp pelo número (91) 98115-9181 ou pelo disque denúncia 181.

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