TENSÃO NO ORIENTE
Governo Trump amplia sanções contra Irã e mira rede financeira de aliado
Medidas atingem banqueiro ligado à liderança iraniana e empresas de fachada para sufocar o fluxo de recursos da Guarda Revolucionária Islâmica.
O governo dos Estados Unidos decidiu aplicar um novo pacote de sanções econômicas contra o Irã em uma tentativa de conter o financiamento de atividades militares, conforme anunciado nesta sexta-feira, 10/07/2026. A decisão, que responde à retomada de ataques a navios-tanque no Estreito de Ormuz, visa isolar financeiramente a liderança de Teerã e seus principais operadores econômicos.
Entre os principais alvos está Ali Ansari, um empresário radicado em Dubai apontado pelo Departamento do Tesouro dos EUA como um financiador fundamental de Mojtaba Khamenei. A administração Trump alega que Ansari utilizou recursos desviados de cofres públicos iranianos para consolidar um império imobiliário no exterior, cujos dividendos beneficiariam diretamente integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
A imposição dessas medidas, que incluem o bloqueio de ativos sob jurisdição americana e a proibição de transações com empresas sancionadas, reflete o esgotamento da diplomacia após o fim do cessar-fogo no dia 10/07/2026. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) também mirou estruturas operacionais, como a CDM Trading Limited, em Hong Kong, e a Naba Alzaki Raw Materials Trading LLC, nos Emirados Árabes, que seriam utilizadas para ocultar movimentações financeiras bilionárias.
Para a população civil e a estabilidade regional, o impacto é profundo: a intensificação do cerco econômico ocorre em um momento de incerteza no fornecimento global de petróleo. Embora o governo dos EUA mantenha o canal de negociações aberto por solicitação de Teerã, analistas indicam que Washington mudou sua estratégia, passando de uma contenção diplomática para a tentativa de desmantelar completamente a atual estrutura financeira iraniana.
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