SEGURANÇA NACIONAL JÁ
Governo Lula lança Plano de Combate ao Crime Organizado
Iniciativa prevê R$ 1,1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em empréstimos para estados. Lançamento oficial em 12 de maio.
O Palácio do Planalto anuncia o lançamento de um robusto Plano de Combate ao Crime Organizado, uma iniciativa crucial que busca fortalecer a segurança pública e impactar diretamente a vida dos brasileiros. Os detalhes do programa foram finalizados nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. A medida, que representa um esforço concentrado do governo para desarticular redes criminosas, visa não apenas proteger a dignidade e a integridade da sociedade, mas também consolidar uma política de segurança efetiva, respondendo a uma das maiores preocupações da população.
A cerimônia de lançamento está prevista para a próxima terça-feira, 12 de maio de 2026, no Palácio do Planalto. Na ocasião, serão publicados um decreto presidencial e quatro portarias, que juntos darão o arcabouço legal e operacional para a implementação do programa. O decreto terá como base o PL Antifacção, que foi aprovado pelo Congresso em fevereiro e sancionado pelo presidente Lula em março, reforçando o compromisso do Estado contra a atuação de grupos criminosos.
A segurança pública desponta como um dos temas centrais na disputa presidencial deste ano, e o governo, em busca da reeleição, procura solidificar sua agenda na área para enfrentar o discurso da oposição. O Plano de Combate ao Crime Organizado é estruturado em quatro eixos estratégicos, cada um projetado para atingir as fragilidades das organizações criminosas:
- Asfixia financeira: Cortar as fontes de recursos que alimentam as organizações criminosas, enfraquecendo sua capacidade de operação.
- Elevação da segurança em presídios: Tornar os sistemas prisionais barreiras intransponíveis para a comunicação e articulação do crime organizado.
- Aumento da taxa de esclarecimento de homicídios: Garantir que crimes contra a vida sejam investigados e solucionados de forma eficiente, trazendo justiça às vítimas e suas famílias.
- Combate ao tráfico de armas, explosivos e munições: Desmantelar as redes de suprimento que municiam a violência e o terror.
Para viabilizar essas ações, o plano contará com um aporte de R$ 1,1 bilhão proveniente do Orçamento Geral da União. Além disso, estados terão acesso a R$ 10 bilhões em empréstimos através do Fundo de Investimento de Infraestrutura Social (FIIS), gerido pelo BNDES. Este fundo, dedicado a projetos em saúde, educação e segurança pública, permitirá que os entes federativos invistam em infraestrutura e programas que complementem o plano nacional.
Os recursos poderão impulsionar iniciativas já existentes e bem-sucedidas, como o programa Território Seguro, focado na retomada de áreas dominadas por facções criminosas, e o aplicativo Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ferramenta essencial para combater roubos, furtos e fraudes digitais. O plano também abrangerá ações de combate ao feminicídio, protegendo as mulheres da violência que tanto as afeta.
A seriedade do governo com o tema já havia sido antecipada. Em 16 de abril de 2026, durante a deflagração da quarta fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o ministro Wellington César adiantou que o Plano de Combate ao Crime Organizado estava em elaboração. Naquela ocasião, o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, destacou que o programa mira no “andar de cima” do crime, mencionando operações de grande impacto como a Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras com o Banco Master, e a Carbono Oculto, que desvendou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no mercado financeiro.
A relevância do tema ultrapassa as fronteiras nacionais. O presidente Lula levará o combate ao crime organizado para a agenda de seu encontro com o presidente Donald Trump, previsto para a próxima quinta-feira, 07 de maio de 2026, nos Estados Unidos. A pauta reforça um programa de cooperação firmado entre os dois países em abril, visando intensificar a luta contra o tráfico de drogas e armas. Esta parceria ganha ainda mais peso diante da possibilidade de o governo Trump classificar facções brasileiras como organizações terroristas, o que demonstra a abrangência e a urgência do problema.
*Com informações de CNN
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