GASTOS COM PUBLICIDADE
Governo Lula empenha R$ 520 milhões em publicidade institucional, mais que o dobro de Bolsonaro em 2022
Valores empenhados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) no primeiro semestre de 2026 superam em mais de duas vezes os registrados no mesmo período de 2022. Partido Liberal aciona o TSE contra campanhas do Executivo.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empenhou R$ 520 milhões em publicidade institucional durante o primeiro semestre de 2026. Este montante representa mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões registrados no mesmo período de 2022, último ano eleitoral do governo de Jair Bolsonaro (PL).
O levantamento, divulgado pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira, 30/06/2026, considera os valores empenhados na ação orçamentária destinada principalmente às campanhas da Secretaria de Comunicação Social (Secom), corrigidos pela inflação.
O aumento expressivo nas despesas ocorre em um momento sensível, às vésperas do período de restrição legal para propaganda institucional, que impõe a suspensão de tais campanhas a partir de 4 de julho. A legislação permite exceções apenas para ações consideradas de grave e urgente necessidade pública.
Em resposta, a Secom assegurou que todos os gastos estão em conformidade com os limites estabelecidos pela legislação eleitoral. O órgão destacou, ainda, que comparações entre diferentes gestões devem considerar as especificidades de cada administração, bem como as políticas públicas e campanhas de utilidade pública promovidas.
Dentre as iniciativas com maior investimento, a campanha "Conectando entregas e futuro" recebeu previsão de R$ 150 milhões. Outra ação de destaque, voltada para o fim da escala 6x1, teve um custo estimado em R$ 80 milhões.
A divulgação da nova edição do programa Desenrola Brasil também figura entre as maiores despesas, com R$ 45 milhões destinados. Adicionalmente, o governo alocou aproximadamente R$ 7,6 milhões para pesquisas de opinião focadas em comunicação institucional, conforme apurado pela reportagem.
As elevadas despesas com publicidade também geraram questionamentos na esfera judicial. Na última semana, o Partido Liberal (PL) protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pleiteando a suspensão das campanhas publicitárias do governo federal. A legenda alega que o Executivo teria excedido o limite legal de gastos com publicidade no primeiro semestre do ano eleitoral.
O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça. Até o momento, não há uma decisão definitiva sobre o pedido formulado pelo PL.
Paralelamente à ação no TSE, a Justiça Federal determinou a suspensão de uma campanha específica nas redes sociais, referente ao fim da escala 6x1. Essa decisão ocorreu após uma ação movida pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). O governo declarou que apresentará os devidos esclarecimentos técnicos e jurídicos no âmbito do processo.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário