ALERTA DE SECA
Governo do Amazonas alerta para possível repetição da crise hídrica de 2023 devido ao El Niño
Previsão aponta alta probabilidade de formação do El Niño no segundo semestre de 2026, exigindo preparativos para reduzir impactos na população e na navegação fluvial.
O Amazonas se prepara para um cenário de seca severa, potencialmente similar à crise de 2023, devido à provável formação do fenômeno El Niño. O alerta foi emitido pelo Governo do Amazonas em 17 de junho, com base em projeções que indicam redução nas chuvas e prolongamento do período de estiagem no segundo semestre de 2026.
A possibilidade de o El Niño se estabelecer no Oceano Pacífico Equatorial foi apresentada durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos, liderado pelo governador Roberto Cidade. A Defesa Civil do Amazonas estima em mais de 80% a chance de o fenômeno ocorrer já no segundo semestre de 2026, podendo se estender até 2027.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Na Amazônia, seus efeitos incluem a diminuição das precipitações, elevação das temperaturas e períodos de seca mais extensos, impactando diretamente a vida e as atividades na região.
Diante da previsão, o governador Roberto Cidade assegurou que o estado está tomando medidas antecipadas. "Estamos nos antecipando à seca deste ano, que será muito próxima à que aconteceu em 2023. Hoje, estamos preparados e tomamos medidas para minimizar o sofrimento da nossa população", declarou.

Uma nova rodada de reuniões com prefeitos e secretários municipais de Defesa Civil está agendada, focando especialmente nos 19 municípios identificados como mais vulneráveis aos efeitos da estiagem. O objetivo é apresentar as projeções e alinhar estratégias de enfrentamento.
Impactos da estiagem
A redução drástica das chuvas ameaça os níveis dos rios, essenciais para a navegação e o acesso a comunidades ribeirinhas. Essa condição pode comprometer severamente o transporte de passageiros e o suprimento de itens vitais como alimentos, combustíveis e medicamentos, afetando a dignidade e o bem-estar da população.
O Governo do Amazonas tem realizado reuniões técnicas e planejamento desde abril, envolvendo órgãos públicos e municípios para mitigar os efeitos de uma possível seca. Em caráter preventivo, o estado já havia decretado situação de emergência climática e ambiental por 180 dias em 11 de junho.
A Defesa Civil recomenda que moradores de áreas ribeirinhas e regiões com risco de isolamento reforcem o uso consciente da água, mantenham estoques de alimentos e medicamentos e sigam atentamente as orientações dos órgãos oficiais.
Além da queda nos níveis dos rios, o aumento do risco de incêndios florestais é outra preocupação. A combinação de pouca chuva, temperaturas elevadas e vegetação ressecada cria um cenário propício para a rápida disseminação do fogo.
Para combater esse cenário, o governo intensificou as ações de prevenção e combate às queimadas com a operação Amazonas + Verde. A estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi reforçada, com 812 profissionais preparados para atuar durante o período mais crítico da estiagem.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário