REJEIÇÃO DE APOIO
Governo da Venezuela recusa plano de reconstrução proposto por Abelardo de la Espriella
Caracas afirma que recuperação de áreas afetadas por terremotos é competência soberana e descarta coordenação com a Colômbia.
O Governo da República Bolivariana da Venezuela comunicou a rejeição formal à proposta do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, para liderar os esforços de reconstrução das zonas atingidas por desastres sísmicos, conforme nota oficial publicada em 11 de julho de 2026. A decisão, tomada por Delcy Rodríguez, reforça a autonomia estatal diante da crise humanitária que assola o país e interrompe, por enquanto, qualquer possibilidade de cooperação bilateral imediata com o futuro governo vizinho.
A tensão diplomática ganhou corpo após declarações de Abelardo de la Espriella, que em 10 de julho de 2026 defendeu o protagonismo de Bogotá na recuperação do estado de La Guaira. O político colombiano chegou a solicitar ao seu futuro ministro do Interior, Mauricio Gómez, que articule com os Estados Unidos um plano integrado entre engenharia militar e iniciativa privada.
Para a população venezuelana, que enfrenta a dor de perdas irreparáveis, a negativa do Estado reflete a prioridade dada à soberania sobre a assistência externa imediata. Enquanto a diplomacia debate os limites da ajuda, o impacto real do terremoto de 24 de junho de 2026 permanece devastador.
Segundo dados oficiais, a tragédia contabiliza 4.333 mortes, com 16.740 feridos e 17.907 pessoas desabrigadas. Com 1.202 réplicas registradas desde o evento inicial, a infraestrutura local apresenta danos severos, com 190 edifícios colapsados e 856 estruturas comprometidas. Mais de 30 mil agentes seguem em campo tentando mitigar os efeitos da catástrofe que alterou a rotina de milhares de famílias.
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