EXPORTAÇÃO DE CARNES
Governo brasileiro altera regras de exportação de carnes para União Europeia e tenta evitar embargo
Novas normas para uso de antimicrobianos entram em vigor em 1º de julho e buscam atender exigências do bloco europeu, evitando suspensão dos embarques a partir de 3 de setembro. Medida visa proteger a dignidade do consumidor e a saúde pública.
{"blocks":[{"key":"12345","type":"paragraph","data":{"text":"O Ministério da Agricultura, em 1º de julho de 2026, decidiu implementar um novo protocolo sanitário para a exportação de carnes e derivados para a União Europeia. A medida, anunciada pela agência Reuters, visa atender às rigorosas exigências do bloco sobre o uso de antimicrobianos. O principal objetivo é evitar a suspensão dos embarques, prevista para 3 de setembro, garantindo assim a continuidade do comércio e a segurança alimentar. A decisão é de suma importância para a economia brasileira e para a reputação do país no cenário internacional do agronegócio, impactando diretamente a vida de milhares de trabalhadores e a disponibilidade de produtos de qualidade para consumidores em ambos os continentes."}},{"key":"67890","type":"paragraph","data":{"text":"Antimicrobianos são substâncias essenciais para o tratamento e prevenção de infecções em animais. Seu uso, no entanto, exige controle rigoroso para garantir que não haja resíduos em produtos destinados ao consumo humano, protegendo a saúde pública e evitando a resistência antimicrobiana, um grave problema de saúde global. As novas diretrizes exigem que frigoríficos autorizados a exportar para a União Europeia estabeleçam controles auditáveis, assegurando a rastreabilidade de animais e lotes, e a comprovação de conformidade com as normas europeias para cada remessa destinada ao bloco."}},{"key":"abcde","type":"paragraph","data":{"text":"A União Europeia representa 5,8% do valor total das exportações brasileiras de carne bovina, sendo o terceiro maior destino do produto. Dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura, indicam que as exportações de carne de aves somaram US$ 800 milhões em 2025, enquanto as de carne bovina ultrapassaram US$ 1 bilhão. A adesão às novas regras é voluntária, mas crucial para os exportadores que desejam manter o acesso a este mercado. O processo inclui a contratação de uma certificadora credenciada, a assinatura de um termo de adesão e a elaboração de planos sanitário e nutricional detalhados, além da comprovação do controle sobre o uso de medicamentos proibidos."}},{"key":"fghij","type":"paragraph","data":{"text":"Após uma análise documental e, se necessário, uma vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado de conformidade em um prazo de até sete dias. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) foram contatadas pela Reuters para comentar a medida, mas não se pronunciaram ou não responderam imediatamente aos pedidos."}}]}
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