CRÉDITO E APOSTAS
Governo bloqueia CPF em bets por seis meses para quem aderir ao Desenrola Adimplentes
Medida visa evitar que recursos de renegociação de dívidas sejam usados em jogos online. O bloqueio de seis meses também atinge participantes do Fies Empreendedor.
O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, uma nova fase do programa Desenrola Adimplentes, que estabelece o bloqueio do CPF de quem aderir em plataformas de apostas (bets) por um período de seis meses. A decisão, tomada para coibir o uso de crédito barato em jogos online, impacta diretamente a dignidade financeira dos beneficiários e a saúde econômica das famílias. A mesma restrição se aplica aos participantes do Fies Empreendedor, outra linha de crédito lançada no Palácio do Planalto. A medida é considerada crucial pelo governo para mitigar o crescente endividamento associado às apostas online.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que "Beneficiários do Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor aceitarão como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por seis meses". Essa exigência busca garantir que o crédito subsidiado oferecido pelo programa seja direcionado para fins produtivos e não para atividades de risco, como as apostas online, que têm gerado preocupação em função do seu impacto no orçamento familiar.

O bloqueio será automático para os novos aderentes e impedirá o acesso às plataformas de apostas regulamentadas no Brasil durante os seis meses estipulados. Essa diretriz abrange tanto trabalhadores informais que renegociarem suas dívidas pelo Desenrola Adimplentes quanto ex-alunos do Fies que buscarem capital para empreender, afetando a liberdade de escolha sobre o uso dos recursos financeiros.
Quem pode aderir ao Desenrola Adimplentes?
O Desenrola Adimplentes destina-se a indivíduos que, embora não estejam inadimplentes, arcam com juros elevados em seus financiamentos. O foco principal recai sobre trabalhadores informais, que não possuem acesso a modalidades como o crédito consignado CLT, para servidores públicos ou do INSS, e estudantes com crédito do Fies que almejam empreender. A expectativa é que até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil estudantes do Fies sejam beneficiados.
A renegociação abrange o Crédito Pessoal Não Consignado, com saldos de até R$ 15 mil, exigindo que, no mínimo, quatro parcelas já tenham sido pagas e que o atraso não ultrapasse 90 dias. A taxa de juros máxima estabelecida é de 1,99% ao mês. Para os estudantes do Fies, os juros podem atingir 11% ao ano (equivalente a 0,87% ao mês), com limites de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário