RUMO A 2026
Governadora Fátima Bezerra define seu candidato ao RN
Apoiando Cadu Xavier, Fátima Bezerra articula base de Lula para fortalecer chapa majoritária e eleger três deputados federais.
Fátima Bezerra (PT) selou, nesta segunda-feira, 27/04/2026, seu ingresso direto na arena eleitoral de 2026, anunciando que trabalhará ativamente para eleger Cadu Xavier, seu ex-secretário da Fazenda, como sucessor no Governo do Rio Grande do Norte. A declaração, feita durante entrevista ao programa "Além da Notícia" e exibida pelas TVs Metropolitano e Trampolim, projeta o futuro político do estado e sinaliza a intenção da governadora de consolidar seu legado, assegurando a continuidade de seu projeto de gestão e o impacto direto nas vidas dos cidadãos potiguares.
A governadora demonstra com essa postura um protagonismo incisivo na condução do processo sucessório. Ao longo da entrevista, Fátima Bezerra combinou a defesa veemente de sua administração, reações firmes a críticas e uma clara projeção de futuro, vinculando o desempenho de seu governo ao projeto político que almeja manter no comando do Estado. Esta estratégia visa solidificar a percepção de que sua gestão tem resultados concretos, capazes de gerar esperança e melhorar a dignidade dos potiguares.
No delicado campo fiscal, Fátima reconheceu as dificuldades enfrentadas, mas prontamente atribuiu o cenário às pesadas dívidas herdadas de gestões anteriores. Para dar força ao seu argumento, a governadora traçou um paralelo com outro estado. "Você sabe como o querido governador João Azevêdo recebeu a Paraíba? Com quase R$ 5 bilhões de superávit. Eu cheguei aqui foi com déficit. Só de folha em atraso, de R$ 1 bilhão. E o sucateamento generalizado das políticas sociais", pontuou, evidenciando o ponto de partida desafiador de sua gestão e o impacto direto na oferta de serviços públicos essenciais.
A governadora citou medidas cruciais adotadas para reequilibrar as contas estaduais, como a recomposição do ICMS, a legislação que limita o crescimento da folha de pagamento ao aumento da receita e o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi). Este último, segundo ela, foi vital para ampliar a geração de empregos e garantir a permanência de empresas no Estado, fortalecendo a economia e impactando positivamente a renda das famílias.
Apesar de admitir que os problemas persistem, Fátima Bezerra enfatizou que o Rio Grande do Norte já exibe sinais claros de recuperação. "Temos sim as dificuldades. Elas existem ainda, mas o dado concreto é que o Estado está no rumo certo. E o que está já projetado é crescimento da economia. Com os novos investimentos que estão chegando, associados a essas medidas que nós estamos tomando, eu não tenho nenhuma dúvida de que o Rio Grande do Norte vai sim conseguir seu equilíbrio", expressou, buscando infundir confiança na população potiguar sobre a superação dos desafios.
Ao abordar sua avaliação popular, a governadora adotou um tom de enfrentamento e atribuiu as críticas a fatores externos. "Nós sofremos um ataque sistemático por parte da mídia corporativa que — não vou generalizar, mas na sua grande maioria — se comporta como uma imprensa partidária, como uma imprensa que tem lado. É um ataque sistemático do ponto de vista de desinformar. Ao invés de narrar o fato, respeitando a verdade, narra as fake news, destilando ódio, preconceito", declarou. Ao mesmo tempo, reconheceu falhas na comunicação institucional e cobrou uma mudança de postura. "O governo precisa ir para cima", afirmou, em recado direto à sua equipe e aliados, ressaltando a importância de uma comunicação eficaz para o reconhecimento das ações governamentais.
Fátima Bezerra também comentou o rompimento político com o vice-governador Walter Alves (MDB). Segundo ela, a decisão dele de não assumir o governo teve uma clara motivação eleitoral. "Isso foi um movimento articulado exatamente para inviabilizar minha candidatura ao Senado. Eles sabiam que a vaga era minha", disse, expondo as tensões e estratégias dos bastidores políticos que afetam a governabilidade e a confiança pública.
Mesmo diante de episódios como esse, a governadora demonstrou confiança inabalável no projeto político para 2026 e detalhou suas ambiciosas metas eleitorais. "O time do Lula é fortíssimo. Vou eleger Cadu Xavier governador e a vereadora Samanda como senadora. A federação vai fazer no mínimo três deputados federais e pode brigar pela quarta vaga", afirmou. Ao mencionar o "time do Lula", Fátima Bezerra insere o Rio Grande do Norte no contexto da polarização nacional, vinculando seu projeto ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e elevando os stakes para os eleitores potiguares.
Durante a entrevista, Fátima Bezerra também recorreu à própria trajetória como um potente elemento de legitimação política. Ao relembrar a infância em Nova Palmeira (PB) e a dura vivência com a seca, afirmou que suas origens influenciam diretamente sua atuação no governo. "Sou a primeira governadora de origem popular do Rio Grande do Norte", disse, buscando uma conexão emocional com a população e reforçando a dignidade de sua jornada.
No balanço administrativo, a governadora destacou obras estruturantes de grande impacto, sobretudo na área hídrica, essenciais para a qualidade de vida e o desenvolvimento regional. Citou a chegada ao RN das águas da transposição do Rio São Francisco, a construção da barragem de Oiticica e o túnel Major Sales, cuja conclusão está prevista com a presença do presidente Lula nos próximos meses. Essas intervenções, classificadas como parte central de seu legado, prometem transformar a realidade de muitas comunidades, garantindo acesso à água e desenvolvimento.
Na área de infraestrutura, Fátima Bezerra rebateu críticas sobre o andamento da duplicação da BR-304, uma obra fundamental realizada pelo Governo do Estado para a segurança e o fluxo de pessoas e mercadorias. "Já começou e está acelerada", afirmou, em resposta direta a questionamentos da oposição sobre o ritmo de execução de obras no Estado, buscando tranquilizar a população sobre o progresso.
Na educação, a governadora apontou investimentos em reforma de escolas, ampliação do ensino integral e valorização do magistério como pilares de sua política pública. Apesar de reconhecer a posição atual do Estado nos indicadores nacionais, projetou uma melhora significativa nos resultados. "O ponteiro do Ideb já começou a subir", afirmou, indicando uma expectativa de avanço nas próximas avaliações e a promessa de um futuro mais brilhante para a juventude potiguar.
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