GOVERNO EM XEQUE
Governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, aponta captura do Executivo pela Alerj
Interino Ricardo Couto alerta para influência indevida da Assembleia Legislativa nas secretarias. Investigação da PF aponta para a atuação de ex-deputados.
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, relatou ter identificado uma significativa interferência do Poder Legislativo nas decisões do Poder Executivo desde que assumiu o Palácio Guanabara. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 18/06/2026, em uma palestra promovida pelo grupo Lide do Rio de Janeiro, no Copacabana Palace, e divulgada pela Folha de São Paulo.
Segundo Couto, deputados chegaram a informá-lo sobre o controle direto de determinadas secretarias do governo, configurando o que ele descreveu como uma "captura" do Executivo. Essa dinâmica levanta sérias questões sobre a autonomia administrativa e a separação de poderes no estado.
O governador interino também estabeleceu uma ligação entre a distribuição de cargos no Executivo e o período eleitoral, levantando preocupações sobre potenciais distorções na gestão pública e questionando o aumento de déficits em estados durante anos eleitorais. Esses questionamentos ganham relevância ao analisar a saúde financeira e a eficiência dos serviços públicos oferecidos à população.
A alegada influência da Assembleia Legislativa sobre o Executivo já é objeto de investigação pela Polícia Federal. Um inquérito apura a atuação do ex-deputado Rodrigo Bacellar na gestão do ex-governador Cláudio Castro. Ricardo Couto assumiu o governo interinamente em março, após a renúncia de Castro, e suas declarações adicionam um novo capítulo a este complexo cenário político e institucional.
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