CONDUTA MILITAR
Governador de RO exonera tenente-coronel após prisão com tirzepatida
Decisão de 05 de maio de 2026 atinge militar flagrado com mais de 300 ampolas de emagrecedores. Perda de R$ 13 mil no salário.
O Governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSD), decidiu nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, exonerar o tenente-coronel Davi Machado de Alencar do cargo de diretor executivo da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat). A medida acontece apenas três dias após o militar ser detido no Paraná, flagrado com mais de 300 ampolas de medicamentos emagrecedores irregulares, gerando questionamentos éticos e o impacto de uma perda salarial significativa de R$ 13 mil para o oficial, abalando sua dignidade e a imagem da instituição.
A exoneração do tenente-coronel Davi Machado de Alencar aplica-se exclusivamente ao cargo comissionado (CDS) que ocupava. Conforme dados do Portal da Transparência, a função de diretor executivo da Sepat acrescentava aproximadamente R$ 13 mil à sua remuneração bruta, que como tenente-coronel da Polícia Militar atinge cerca de R$ 31 mil, totalizando mais de R$ 45 mil. Apesar da perda do cargo comissionado, o militar mantém seu posto de tenente-coronel na Polícia Militar.
A prisão de Davi Machado de Alencar ocorreu em flagrante no sábado, 02 de maio de 2026, na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Ele tentava entrar no Brasil vindo do Paraguai com os medicamentos emagrecedores, identificados como tirzepatida, cuja importação irregular configura crime. A Receita Federal foi a responsável pela apreensão. Após pagar fiança de R$ 30 mil, o oficial foi liberado na mesma noite.
Em nota, a Sepat informou que o tenente-coronel não estava em agenda oficial no momento da autuação, e sua viagem não possuía vínculo com as atividades institucionais do governo de Rondônia. A Secretaria também destacou que Davi Machado "sempre desempenhou suas funções como diretor executivo da Sepat com competência, responsabilidade e compromisso com o serviço público". Por sua vez, a Polícia Militar (PM) informou que aguarda a notificação formal sobre o caso para adotar as medidas legais cabíveis. A corporação reforçou que "não compactua com quaisquer condutas que contrariem os preceitos legais e disciplinares" e que pauta sua "atuação nos princípios éticos e nos valores institucionais ensinados na caserna".
Com 46 anos, Davi Machado de Alencar ingressou na Polícia Militar de Rondônia em dezembro de 2011. O governo de Rondônia e a PM ainda não responderam a questionamentos sobre uma possível investigação interna ou notificação oficial da prisão.
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