PAZ NO ORIENTE MÉDIO
G7 discute acordo EUA-Irã e paz no Oriente Médio em Évian-les-Bains
Líderes mundiais se reúnem na França para discutir cessar-fogo no Oriente Médio e programa nuclear iraniano. Ataques russos à Ucrânia também são pauta.
A chegada de líderes mundiais à 52ª cúpula do G7, que se inicia nesta segunda-feira, 15/06/2026, em Évian-les-Bains, nos Alpes franceses, é marcada pela urgência de discutir um acordo histórico entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar conflitos no Oriente Médio. A decisão de colocar o tema na pauta da reunião, que reúne presidentes e primeiros-ministros das sete maiores economias do mundo, reflete a importância global da estabilização da região e do futuro programa nuclear iraniano. O entendimento, mediado pelo Paquistão, visa trazer um cessar-fogo de 60 dias, reabrir o estreito de Hormuz e iniciar conversas sobre o controle de armas nucleares.
A formalização do acordo está prevista para sexta-feira, 19/06/2026, em Genebra. Líderes de França, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália já divulgaram um comunicado conjunto saudando o memorando. O documento enfatiza a necessidade da reabertura imediata e incondicional de Hormuz, reafirma que o Irã "nunca deverá se dotar de arma nuclear" e expressa disposição em suspender sanções mediante ações verificáveis de Teerã. Os países se comprometem ainda a apoiar uma missão de desminagem no estreito e a defender a soberania do Líbano, buscando um cessar-fogo "robusto".
Emmanuel Macron, presidente da França e anfitrião da cúpula, celebrou o acordo nas redes sociais, mas ressaltou que o G7 continuará focado em promover uma paz duradoura, incluindo esforços para a estabilidade no Líbano. A decisão do G7 de tratar do tema, com a participação do presidente Lula (PT) — um dos primeiros a desembarcar em Évian após reunião em Genebra com o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin — e outros chefes de Estado como Donald Trump, demonstra a preocupação internacional com a segurança e a diplomacia na região. A cúpula terá a participação formal do Brasil e de outros países convidados a partir de terça-feira, 16/06/2026.
A reunião desta segunda-feira é restrita aos membros plenos do G7: Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá, além da União Europeia. Na terça, a pauta incluirá a participação do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, em uma sessão dedicada à paz e segurança europeias. Essa discussão ganha contornos dramáticos diante dos recentes ataques russos à Ucrânia, que causaram mortes, danos a infraestruturas e a um patrimônio histórico, a Catedral da Dormição. Zelenski classificou o episódio como um "dos maiores crimes russos contra a cultura cristã", e a União Europeia anunciou a inclusão da Ucrânia em sua Reserva de Cibersegurança, gerida pela Agência Enisa, como parte de sua parceria estratégica digital.
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