AMAZÔNIA: NARCOTRÁFICO ALVO

Forças Armadas do Brasil e Peru apreendem 14 toneladas de drogas na Amazônia

Soldados das Forças Armadas do Brasil e do Peru patrulhando a floresta amazônica durante operação antidrogas.
Militares brasileiros e peruanos em ação conjunta na fronteira amazônica durante a Operação Ágata Amazônia 2026.

Mega operação integrada entre as Forças Armadas do Brasil e do Peru desarticula laboratório de cocaína e apreende armamentos de uso restrito, atingindo rotas estratégicas do narcotráfico internacional e protegendo comunidades locais.

As Forças Armadas do Brasil e do Peru desferiram um duro golpe contra o narcotráfico na fronteira amazônica, ao apreenderem cerca de 14 toneladas de drogas e desarticularem um laboratório de processamento de cocaína. A operação, que ocorre desde 27 de abril de 2026, marca um esforço contínuo de combate a crimes transfronteiriços e ambientais na região, conforme divulgado nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, pelo Ministério da Defesa brasileiro. Este impacto se reflete diretamente na segurança e dignidade das comunidades locais, que sofrem com a violência e a exploração impulsionadas pelo tráfico.

As ações foram realizadas durante a Operação Ágata Amazônia 2026 e a Operação Espelhada, iniciativas estratégicas que reúnem tropas dos dois países em esforços simultâneos ao longo da faixa de fronteira. O trabalho é coordenado pelo Ministério da Defesa brasileiro, com foco prioritário no combate a ilícitos em áreas remotas da Amazônia, especialmente nas fronteiras com o Peru e a Colômbia.

A maior apreensão ocorreu em território peruano, às margens do rio Javari, onde militares e agentes antidrogas localizaram aproximadamente 14 toneladas de maconha do tipo “skunk”, uma droga conhecida pelo seu alto teor de THC. Além dos entorpecentes, foram encontrados armamentos de uso restrito e equipamentos utilizados por organizações criminosas, revelando a complexidade e periculosidade da rede desmantelada.

Materiais apreendidos incluíram:

  • quatro espingardas calibre .22;
  • um fuzil Micro Galil calibre 5,56 mm;
  • uma submetralhadora Micro Uzi calibre 9 mm;
  • fitas e munições calibre 7,62 mm;
  • coletes balísticos.

Do lado peruano, a operação contou com a atuação da Brigada de Selva 25 e da Polícia Antidrogas do Peru. No Brasil, participaram militares da Marinha, Exército e Força Aérea, integrados ao Comando Conjunto Harpia, além de agências governamentais e órgãos de segurança pública, demonstrando uma colaboração interinstitucional robusta.

Durante outra frente da Operação Espelhada, realizada em 5 de maio de 2026, as forças peruanas desativaram um laboratório rústico de processamento de cocaína instalado no Igarapé Recreo, em território peruano, próximo à fronteira brasileira. A estrutura era vital para a transformação da matéria-prima em cocaína pronta para distribuição pelo narcotráfico internacional, impactando diretamente a cadeia de suprimentos dos criminosos.

No local, os agentes apreenderam:

  • 1,5 tonelada de cloridrato de cocaína líquida;
  • 800 quilos de folhas de coca;
  • uma tonelada de folhas trituradas;
  • uma trituradora industrial;
  • produtos químicos usados no processamento da droga;
  • combustível e armamentos.

A participação brasileira nesta frente envolveu tropas da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, do 8º Batalhão de Infantaria de Selva e um Navio-Patrulha da Marinha do Brasil, reforçando a capacidade de resposta na região. As Forças Armadas afirmam que estas operações representam um duro golpe contra as organizações criminosas que atuam na Amazônia, uma região considerada estratégica para as rotas internacionais do tráfico de drogas.

A expectativa é que a intensificação da presença militar dificulte significativamente o fluxo logístico e operacional das facções criminosas na fronteira, contribuindo para um ambiente mais seguro e digno para todos os habitantes da Amazônia.

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