ACORDO COMERCIAL

Flávio Bolsonaro sugere Acordo de Livre Comércio das Américas (Afta) para incluir o Brasil

Foto do senador Flávio Bolsonaro.
Senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Senador propõe reformulação do Nafta, com inclusão do Brasil, como alternativa à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos.

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nesta quarta-feira, 08/07/2026, a criação de uma área de livre comércio entre Brasil, Estados Unidos, Canadá e México. A proposta visa reformular o antigo Nafta, rebatizando o acordo como “Afta” – Acordo de Livre Comércio das Américas – para viabilizar a inclusão do Brasil no bloco econômico.

A iniciativa surge como resposta à tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, discutida em audiência pública em Washington, na qual o parlamentar participou. A intenção é expandir o modelo atual de integração econômica da América do Norte para abranger outras nações do continente.

“Em vez do antigo Nafta, a gente pode cortar essa letrinha N e passar a usar o Afta, que é o Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir”, explicou o senador.

Flávio Bolsonaro argumenta que as economias do Brasil e dos Estados Unidos são complementares, o que facilitaria uma maior integração comercial e atrairia investimentos americanos para o país sul-americano. "Existe uma avenida de oportunidades para atrair investimentos americanos para o Brasil. Por que não tentar criar uma zona de livre comércio envolvendo México, Estados Unidos, Canadá e Brasil, com o Brasil puxando essa fila?", questionou.

O antigo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) foi instituído em 1994 e, em 2020, foi substituído pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), durante o governo do presidente Donald Trump.

O senador também reiterou, em suas redes sociais, o pedido para que o governo Trump adie a aplicação da tarifa até a posse do próximo presidente da República. Ele acredita que uma mudança de governo poderia otimizar as negociações bilaterais, declarando: “Cancela essa tarifa. Cancela porque, a partir de janeiro do ano que vem, pode ser que exista um presidente da República, como eu acredito que terá, porque o PT acabou.”

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