TAXA AMERICANA

Flávio Bolsonaro rebate Lula sobre tarifa dos EUA e nega apoio a medida

Senador Flávio Bolsonaro em resposta a declarações do presidente Lula sobre tarifas dos EUA.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) rebateu declarações do presidente Lula (PT) sobre nova taxa prometida pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Senador criticou declaração do presidente, que atribuiu à família Bolsonaro a promessa de nova taxação. Flávio afirmou que Lula é o "único interessado" e negou apoio à medida que afetaria produtos brasileiros.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) rebateu nesta sexta-feira, 03, as declarações do presidente Lula (PT), que associou à família Bolsonaro a responsabilidade por uma nova taxa prometida pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o senador, o presidente Lula seria o "único interessado" em um novo tarifaço, buscando criar uma narrativa de defesa da soberania nacional.

A troca de farpas surge em meio a discussões sobre a possível imposição de tarifas de 25% sobre produtos nacionais pelos EUA, uma medida que, segundo Flávio Bolsonaro, o governo petista atuou junto à administração de Donald Trump para evitar que facções brasileiras fossem classificadas como terroristas. O senador criticou a postura do governo, afirmando que ela "envergonhou o Brasil" ao ignorar o sofrimento de milhões de brasileiros em áreas dominadas pelo que ele chama de "narcoterroristas".

Flávio Bolsonaro negou qualquer apoio à iniciativa de taxação, classificando-a como uma tentativa de Lula de se reeleger por meio de uma "falsa narrativa". Ele relatou ter defendido pessoalmente a tecnologia PIX em reuniões com Trump e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, e anunciou que retornará aos Estados Unidos na próxima semana para reforçar seu pedido de não impor tarifas ao Brasil, atribuindo os problemas atuais a "erros do lulopetismo".

Em contrapartida, o presidente Lula reagiu às declarações de Flávio Bolsonaro, classificando a carta enviada pelo senador ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) como "mais uma atitude de traidores da pátria". Lula questionou a motivação por trás do pedido de adiamento da medida e afirmou que o Brasil "não está à venda", rejeitando qualquer justificativa para a imposição de novas taxas, antes ou depois das eleições presidenciais.

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