DIPLOMACIA DE VASSOURA

Flávio Bolsonaro oferece transição a governo Trump, revela carta; Ministro dos EUA cobra tarifas ao Brasil

Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca
Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca

Carta do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aponta oferta de Flávio Bolsonaro para compor equipe de transição americana. Paralelamente, Rubio pressiona por tarifas contra o Brasil, tema que Flávio já defendeu.

A política externa brasileira, sob a liderança de Flávio Bolsonaro, exibe mais um episódio de submissão aos interesses dos Estados Unidos. Uma carta do Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revela que Flávio teria oferecido a colaboração de uma "equipe de transição" ao governo americano, em um momento em que o Brasil se aproxima do primeiro turno das eleições presidenciais em 4 de outubro de 2026.

A informação foi divulgada por Paulo Figueiredo, neto do último ditador do Brasil, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, e assessor do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro. A correspondência de Rubio detalha a "generosa oferta" de Flávio para auxiliar o potencial futuro governo americano. A legislação brasileira, contudo, prevê que equipes de transição sirvam apenas para facilitar a passagem de governo dentro do país, com até 50 cargos comissionados para coletar dados da administração pública federal.

Flávio Bolsonaro recebeu a comunicação de Rubio no dia 23 de junho. No mesmo dia, enviou um pedido ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para participar de uma audiência pública sobre tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil. As novas tarifas foram anunciadas poucos dias após um encontro de Flávio com Trump na Casa Branca.

Apesar de Flávio negar envolvimento na imposição das tarifas, ele declarou ter solicitado a Trump a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, um pedido prontamente atendido. Essa posição se alinha com a defesa das tarifas feita por ele, seu irmão Eduardo e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante o primeiro pacote de tarifas em março do ano passado.

Adicionalmente, Flávio já sugeriu a adoção de táticas semelhantes às empregadas por Trump no combate a drogas no Caribe, propondo a ação contra embarcações na Baía de Guanabara. Essas ações, somadas à oferta de colaboração com uma equipe de transição americana, reforçam a percepção de uma relação de subserviência de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro em relação a Donald Trump.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário