INVESTIGAÇÃO PÚBLICA

Flávio Bolsonaro nega favorecimento em patrocínio de filme sobre pai

Flávio Bolsonaro em momento de pronunciamento público.
Flávio Bolsonaro durante declaração sobre o patrocínio do filme 'Dark Horse'.

Senador reage após áudios virem à tona e defende que busca por apoio financeiro para "Dark Horse" foi privada, sem verbas públicas ou Lei Rouanet, refutando qualquer insinuação de contrapartida.

Senador Flávio Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, a natureza "privada" de sua busca por patrocínio para o filme "Dark Horse", que narra a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. A declaração, emitida após a revelação de áudios que o ligam ao banqueiro Daniel Vorcaro, visa esclarecer a transação e reafirmar o compromisso com a integridade pública, dissipando qualquer suspeita de troca de favores ou uso indevido da influência política. A controvérsia toca diretamente na confiança dos cidadãos em seus representantes e na lisura das relações entre o poder público e o setor privado.

Em nota divulgada após uma reunião de emergência com integrantes de sua pré-campanha, o parlamentar reconheceu ter procurado Daniel Vorcaro em busca de apoio financeiro para a produção. Contudo, Flávio Bolsonaro foi enfático ao afirmar que não ofereceu qualquer tipo de contrapartida ao empresário. "O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet", ressaltou, buscando diferenciar sua iniciativa de possíveis esquemas que envolvam recursos estatais.

O senador informou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, ainda não havia acusações ou suspeitas públicas envolvendo o banqueiro. O contato foi retomado posteriormente devido a atrasos no repasse das parcelas destinadas ao financiamento do filme, o que sugere uma relação estritamente comercial, conforme sua versão dos fatos.

Flávio Bolsonaro rebateu as insinuações de que teria atuado em favor do empresário ou oferecido benefícios em troca do patrocínio, detalhando sua conduta: "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem", declarou, delineando um quadro de rigor ético em sua atuação.

Ao final do comunicado, o senador buscou deslocar o foco da controvérsia, direcionando as atenções para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele reiterou a defesa de uma investigação parlamentar sobre a atuação do Banco Master, sugerindo que as "relações espúrias" estariam, na verdade, do lado do governo atual. "Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já", afirmou, transformando sua defesa em um ataque e um pedido de maior transparência para outros setores.

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